Na manhã desta segunda-feira (19), o Sindicato dos Vigilantes do Rio Grande do Norte (SINDSEGUR) realizou um protesto em frente ao Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, em Natal.
Segundo o Sindsegur, a mobilização tem como motivação o atraso no pagamento dos salários referentes ao mês de dezembro de 2025, afetando aproximadamente 500 profissionais de vigilância que prestam serviço à Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) por meio da empresa Interfort.
Acordo não cumprido e impasse financeiro
De acordo com o sindicato, a decisão pelo protesto ocorreu após o descumprimento de um cronograma de pagamentos estabelecido em reunião anterior. A categoria relata que a falta de repasses compromete o sustento das famílias e gera um estado de vulnerabilidade para os trabalhadores da segurança privada que atuam nas unidades de saúde do estado.
Por sua vez, a Sesap informou que o último repasse de recursos à Interfort foi efetuado em setembro de 2025. A pasta indicou que uma nova parcela deve ser paga à empresa no dia 27 de janeiro do ano em curso. O sindicato questiona o fluxo desses repasses e defende que os trabalhadores não devem ser penalizados pelos entraves administrativos entre o órgão público e a empresa privada.
O SINDSEGUR afirma que “manterá a agenda de mobilizações” e “seguirá acompanhando de perto os trâmites entre a SESAP e a Interfort até que os pagamentos sejam regularizados”. Ainda segundo o sindicato, o protesto no Hospital Walfredo Gurgel busca dar visibilidade à interrupção dos rendimentos dos vigilantes e cobrar agilidade das partes envolvidas na resolução do conflito.
O Sindicato dos Vigilantes do Rio Grande do Norte atua na proteção e conquista de direitos para os profissionais de segurança privada em todo o estado. SINDSEGUR é trabalho. Juntos somos mais fortes.
O presidente do Sindsegur Márcio Lucena destacou nas redes sociais o descaso do órgão:
“se essa situação da CESAP não mudar, já na próxima semana já estamos convocando vários outros sindicatos, várias outras categorias que estão solidárias com os vigilantes porque estamos falando de mais de 400 pais e mães de famílias sem ter recebido o salário de dezembro” afirmou o coordenador geral.


