O presidente deposto da Venezuela, Nicolás Maduro, chegou a um tribunal de Nova York nesta segunda-feira (5), dois dias após sua captura em Caracas em uma operação militar dos Estados Unidos, que alega estar “no comando” do país.
A audiência deve acontecer às 14h, no horário de Brasília. Ela será conduzida pelo juiz distrital Alvin Hellerstein.
O juiz de 92 anos é um magistrado experiente que já atuou em diversos casos de grande repercussão.
Maduro é acusado de conspiração para narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos destrutivos e conspiração para possuir metralhadoras e dispositivos destrutivos contra os Estados Unidos.
Como réu no sistema jurídico dos EUA, ele terá os mesmos direitos que qualquer outra pessoa acusada de um crime, incluindo o direito a julgamento por um júri composto por cidadãos comuns de Nova York.
A expectativa é que a defesa conteste a legalidade da prisão, argumentando que o ditador goza de imunidade judicial por ser chefe de Estado soberano, apesar de os EUA não reconhecem Maduro como chefe de Estado legítimo da Venezuela.
Antes de ser capturado, Maduro e seus aliados alegaram que a hostilidade dos EUA é motivada pela cobiça dos ricos recursos petrolíferos e minerais venezuelanos.
Após a captura, Trump disse que os EUA “governariam” a Venezuela temporariamente, mas o secretário de Estado Marco Rubio afirmou no domingo, 4, que o país não terá poder de governo no dia a dia, além de fazer cumprir a “quarentena do petróleo” já existente.
Veja fotos de Maduro sendo transportado de helicóptero até o tribunal:



*Com informações de Agências internacionais, da CNN, Estadão e O Tempo

