Por Renata Carvalho
Em 2014, ao participar do Festival Católico Halleluya da Comunidade Shalon, Emmanuelly Julião teve seu primeiro contato com a doação de sangue, movida pelo desejo de ajudar uma amiga que não podia doar. Desde então, não parou mais, superando medos e receios para se tornar uma defensora incansável da importância da doação de sangue. Ela compartilha suas experiências, revelando: “Depois da primeira doação, você vai se empolgando mais, vai chamando as pessoas para doar, você vai vendo a necessidade, e as enfermeiras do Hemonorte sempre foram muito atentas em passar essa mensagem para mim, assim, consigo estar sempre doando no período certinho.”
O engajamento de Emmanuelly foi além das doações individuais ao descobrir o projeto Sangue Universitário na UFRN, que traz o Hemonorte para a universidade. Ela se envolveu ativamente, buscando desmistificar a doação de sangue e incentivando outros estudantes a participarem.
Mesmo durante a pandemia, o projeto continuou ativo, promovendo campanhas online para conscientizar e diminuir mitos sobre a doação.
“Fui percebendo que muitas pessoas só procuram a doação de sangue para concurso público, para quando um ente querido precisa diante da dor, da aflição, mas principalmente por falta de conhecimento mesmo. Mas a importância de manter a doação vai muito além de mim, muito além daquilo que eu possa oferecer, vai muito num sentimento de que a outra pessoa precisa. Se eu pudesse, eu doava até mais vezes, eu doaria todo mês, porque são 20 minutos que eu passo ali.
Às vezes eu fico fraca, mas saber que eu estou salvando quatro vidas, uma multiplicação matemática muito mais bela em relação a isso”.
Hemonorte Convoca Doadores para a Campanha “Hemofolia” 2024
Enquanto Emmanuelly Julião continua sua missão de inspirar doadores, o Hemonorte enfrenta um desafio comum nessa época do ano: com o estoque de sangue em baixa, a unidade lança a campanha Hemofolia 2024, com o tema “No batuque do coração faça sua doação”. A iniciativa, que inicia nesta quinta-feira (01), visa conscientizar as pessoas sobre a importância de doar sangue antes do carnaval, garantindo um estoque robusto para atender possíveis emergências durante o período festivo. Qualquer pessoa saudável entre 16 e 69 anos, pesando mais de 50 kg, pode doar, seguindo os requisitos básicos estabelecidos.
No momento, a unidade conta com pouco mais de 300 bolsas. Mirian Mafra, diretora do Departamento de Apoio Técnico do Hemonorte, alerta para a crítica situação dos estoques, especialmente para o tipo O-: “É um momento de sensibilizarmos todas as pessoas que são doadoras para fazerem sua doação. Os nossos estoques estão críticos, estamos necessitando de todas as tipagens sanguíneas”.
Ela faz um apelo para que todos, sejam doadores regulares ou novos, se mobilizem durante a campanha de sensibilização que ocorre de 1º a 10 de fevereiro, e também ao longo do mês de fevereiro. “Estamos fazendo a nossa campanha de sensibilização para o carnaval, no entanto, durante todo o mês de fevereiro, uma vez que estamos com os estoques em baixas, convidamos todos a fazer as suas doações. Aqueles que já são nossos doadores, organizem-se, venham! Antes de ir para a folia, faça um pit-stop aqui no Hermonorte, faça sua doação. Os que ainda não fizeram, mas estão em condições de saúde, saudáveis, com peso em cima de 50 quilos, organizem-se”.
Durante esse período, o Hemonorte estará atendendo demandas espontâneas de segunda a sábado, das 7h às 18h, e contará com um Espaço no Portal do Norte Shopping para facilitar o acesso dos doadores.
A mensagem de Emmanuelly ressoa nesse momento crucial, lembrando a todos que a doação de sangue é um gesto de amor que transcende a individualidade, contribuindo para a construção de uma sociedade mais solidária e consciente. “Aos futuros doadores, aos doadores que fazem muito tempo que não doam, que eles possam entrar nesse movimento de doação, de se doar para o outro, são vinte a trinta minutos de um gesto de amor que pode salvar a vida de outras pessoas, não só naquele pensamento de que poderia ser eu, mas sim no sentimento de que o outro também precisa de você, vivemos em sociedade, todo mundo ao nosso redor precisa desse acolhimento, desse gesto de humanidade, um simples gesto, não são grandes coisas, mas acho que toca o outro”.

