O presidente Donald Trump afirmou que os Estados Unidos possuem “quantidades enormes” de munições, após relatos de vários veículos de imprensa sobre o esgotamento dos estoques do Pentágono.
“Os EUA têm quantidades enormes de ‘munições’, especialmente de certos tipos. Além disso, grandes quantidades estão sendo fabricadas e enviadas para os EUA conforme a necessidade”, publicou Trump na rede social Truth Social na madrugada desta quinta-feira (6). Ele não especificou a quais munições se referia.
“Empresas de defesa estão construindo o maior número de instalações e fábricas da história do nosso país”, acrescentou o líder americano.
Na terça-feira (4), foi noticiado que as Forças Armadas dos EUA haviam esgotado quase 80% dos interceptadores de seu principal sistema de defesa antimísseis, o THAAD, e que altos comandantes militares haviam alertado que o estoque de munições do Pentágono estava “perigosamente baixo”, segundo múltiplas fontes.
Segundo diversas fontes familiarizadas com o assunto, os estoques de sistemas essenciais de defesa aérea foram particularmente reduzidos durante a guerra contra o Irã.
Os militares americanos já utilizaram quase quatro quintos de seu inventário de mísseis THAAD em comparação com os níveis anteriores ao conflito, além de aproximadamente metade dos interceptadores Patriot desde o início da guerra, segundo duas fontes com conhecimento do mais recente relatório de inventário.
O Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS, na sigla em inglês) estima que os Estados Unidos possuíam cerca de 2.200 mísseis Patriot (das duas versões mais modernas da plataforma) e 452 mísseis THAAD em seus estoques antes do início da guerra contra o Irã.
Países do Golfo também manifestaram novas preocupações sobre como a escassez de sistemas de defesa aérea pode afetar sua capacidade de conter uma eventual retaliação iraniana caso o presidente Donald Trump decida intensificar o conflito em andamento.
Vários desses países dependem de sistemas americanos de defesa aérea e reconheceram que a redução dos estoques pode comprometer sua capacidade de interceptar ataques de mísseis e drones iranianos — especialmente se forem alvo de retaliação em resposta a uma escalada promovida pelos Estados Unidos, disseram diversas autoridades.
A questão dos estoques voltou a ser levantada antes da decisão do presidente, no fim de semana passado, de cancelar novos ataques contra o Irã.
Foi, pelo menos, a segunda vez nas últimas semanas em que os principais assessores militares de Trump manifestaram preocupação com a redução do número de munições estratégicas dos EUA durante discussões sobre uma possível intensificação do conflito com o Irã.
O Exército dos Estados Unidos também utilizou “praticamente todas” as suas armas de alta precisão de longo alcance e superfície-ar durante o conflito, segundo uma fonte com acesso a relatórios internos recentes do Pentágono.
A agência de notícias Reuters foi a primeira a noticiar as preocupações específicas sobre os estoques americanos de mísseis estratégicos de longo alcance.
*Com informações de CNN

