O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli negou, por meio de nota oficial, ter recebido qualquer valor do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, ou de Fabiano Zettel, cunhado do empresário.
Na manifestação, Toffoli explicou que integra o quadro societário da empresa Maridt, uma sociedade anônima de capital fechado, de caráter familiar, regularmente registrada na Junta Comercial e com declarações anuais apresentadas à Receita Federal. Segundo o ministro, todas as informações fiscais da empresa e de seus acionistas foram devidamente aprovadas, sem restrições.
Ele ressaltou que, conforme a Lei Orgânica da Magistratura (Lei Complementar nº 35/1979), magistrados podem participar de sociedades empresariais e receber dividendos, sendo vedada apenas a atuação na gestão administrativa. A Maridt, de acordo com a nota, é administrada por parentes do ministro.
Ainda segundo o comunicado, a empresa integrou o grupo Tayaya Ribeirão Claro até 21 de fevereiro de 2025. A saída ocorreu por meio de duas operações: a venda de cotas ao Fundo Arllen, em 27 de setembro de 2021, e a alienação do saldo remanescente à empresa PHD Holding, em 21 de fevereiro de 2025. Toffoli afirmou que todas as transações foram realizadas a valores de mercado e devidamente declaradas à Receita Federal.
O ministro também destacou que a ação relacionada à compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB) foi distribuída a ele em 28 de novembro de 2025, quando, segundo a nota, a Maridt já não fazia mais parte do grupo empresarial mencionado.
Sobre possíveis vínculos pessoais, Toffoli afirmou que não conhece o gestor do Fundo Arllen e que nunca teve relação de amizade, “muito menos amizade íntima”, com Daniel Vorcaro. Ao final, reforçou: “jamais recebeu qualquer valor de Daniel Vorcaro ou de seu cunhado Fabiano Zettel”.

