No Rio Grande do Norte para acompanhar a operação de recaptura de fugitivos da Penitenciária Federal de Mossoró desde este domingo (18), o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, destacou os desafios enfrentados pelas autoridades, incluindo a complexidade do terreno e as condições climáticas adversas. Os fugitivos teriam sido vistos no fim da tarde de hoje na área rural de Baraúna; forças de segurança seguem monitorando a região.
Apesar dos quase 500 agentes de segurança e equipamentos modernos, a captura tem sido dificultada pelas amplas áreas de mata na região, inclusive cavernas, que tornam o uso de detectores de calor ineficaz. Além disso, as chuvas recentes na região têm apagado os rastros, tornando o trabalho de busca ainda mais desafiador.
Lewandowski acrescentou que, pelas investigações, as autoridades acreditam que os fugitivos ainda se encontram num raio de 15 quilômetros a partir da penitenciária.
O ministro confirmou que as investigações indicam a utilização de uma barra de ferro para escapar da cela, revelando possíveis falhas na conservação das instalações. E confirmou que, para escapar da cela, os fugitivos usaram uma barra de ferro extraída de uma das paredes, o que aponta para má conservação das instalações. “Essa é a primeira informação que nós temos”.
Ele ainda prometeu a construção de uma muralha em Mossoró, similar à existente na penitenciária federal da Papuda, no Distrito Federal, como medida de reforço da segurança.
Falhas estruturais
Lewandowski admitiu falhas e defeitos de projeto na edificação em Mossoró e assegurou que todas as correções estão sendo feitas para garantir a segurança dos presídios federais. Ele destacou que as investigações estão em andamento e não é possível determinar conivência na fuga antes da conclusão dos inquéritos.
Tais fragilidades “são antigas, porque os presídios foram construídos de 2006 em diante. Essas falhas estruturais podem existir em alguns lugares. Aqui em Mossoró, foram corrigidas imediatamente e estamos examinando se essas falhas estruturais se repetem em outros presídios”, acrescentou.

