A taxa de desemprego do Rio Grande do Norte caiu para 5,6% no segundo trimestre de 2026, a menor da série histórica iniciada em 2012. Em Natal, a taxa ficou em 6,3% no mesmo período. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – Pnad Contínua Trimestral, divulgada nesta sexta-feira (14) pelo IBGE.
Em relação ao primeiro trimestre deste ano (7,6%), a queda foi de 1,9 ponto percentual (p.p.) na taxa de desocupação do estado. Já em relação ao segundo trimestre de 2025 (7,5%), houve redução de 1,8 p.p.
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O IBGE estima que havia 83 mil pessoas desocupadas no RN no trimestre de abril-maio-junho, uma variação de -26,7%, ou 30 mil pessoas a menos que no trimestre anterior (113 mil pessoas).
Já a população ocupada chegou a 1,383 milhões de pessoas no RN no trimestre terminado em junho, uma variação de 0,6% em relação ao período anterior, situação considerada de estabilidade. Com isso, o nível da ocupação ficou em 48,5%, diferença de 0,4 p.p. em relação ao período de janeiro-fevereiro-março.
No setor privado, havia 435 mil pessoas ocupadas com carteira de trabalho assinada e 202 mil pessoas sem carteira assinada.
O rendimento médio mensal real habitual de todos os trabalhos das pessoas ocupadas no estado ficou em situação de estabilidade, ao valor de R$ 2.861, R$ 162 abaixo do rendimento médio dos primeiros meses do ano (R$ 3.022).
Com taxa de 41,3%, informalidade no RN permanece a menor do Nordeste
A taxa de informalidade do RN foi de 41,3% no trimestre formado pelos meses de abril-maio-junho, 0,2 ponto percentual abaixo da taxa registrada no trimestre anterior (41,5%). O resultado manteve o RN com a menor taxa de informalidade do Nordeste, posição ocupada desde o segundo trimestre de 2023.
O IBGE estima que havia 571 mil potiguares em situação de trabalho informal no último trimestre. O número considera as pessoas de 14 anos ou mais de idade que estavam empregadas no setor privado sem carteira de trabalho assinada, os empregados domésticos sem carteira de trabalho assinada, os empregadores sem registro no CNPJ, os trabalhadores por conta própria sem registro no CNPJ e os trabalhadores familiares auxiliares.
Embora tenha ficado acima da média nacional (37,4%), a taxa de informalidade potiguar ficou abaixo da média da Região (48,7%).
População desalentada varia -3,3% no RN
A Pnad Contínua estimou a presença de 58 mil pessoas desalentadas no Rio Grande do Norte no segundo trimestre de 2026, uma variação de -3,3% em relação trimestre anterior (60 mil desalentados). A situação é considerada de estabilidade.
Frente ao segundo trimestre de 2025, quando havia 84 mil desalentados no estado, a variação foi de -30,3%.
Desalentados são pessoas que estão fora da força de trabalho, ou seja, não estão trabalhando nem procurando emprego, mas poderiam trabalhar. Se enquadram nessa categoria quando desistem de procurar emprego devido à falta de experiência ou qualificação, por causa da idade, ou por não haver oportunidades de emprego na sua localidade, entre outras razões.

