A Polícia Civil do Rio Grande do Norte, em colaboração com a Polícia Civil da Paraíba, efetuou a prisão de um homem de 35 anos na manhã desta sexta-feira (09), em Ceará-Mirim. Ele é suspeito de envolvimento em um crime de roubo majorado seguido de estupro, ocorrido em 2024 no município de Ielmo Marinho, localizado na região Agreste potiguar.
Segundo a Polícia Civil, na ocasião, uma mulher que transitava em via pública na zona rural, acompanhada do filho, foi interceptada por dois homens encapuzados. Os suspeitos roubaram o aparelho celular do adolescente e, em seguida, arrastaram a mulher para uma área de mata, onde ela foi violentada sexualmente por ambos. Após o crime, os homens fugiram levando a motocicleta da vítima.
As investigações apontam que os suspeitos agiram com extrema violência e grave ameaça. “Um dos suspeitos portava um pedaço de madeira, enquanto o outro simulava o uso de uma arma de fogo”, informou a polícia.
De acordo com as autoridades, logo após o delito, utilizando o veículo roubado, os suspeitos ainda abordaram um casal, abandonaram a primeira motocicleta e roubaram um segundo veículo para dar continuidade à fuga.
A Polícia Civil também apura a possível participação da dupla em outros crimes de natureza sexual ocorridos na região, todos com o mesmo modus operandi, caracterizado por abordagens violentas em áreas rurais ou ermas, uso de objetos para simular armamento ou intimidar as vítimas e ocultação da identidade.
Após diligências, as equipes policiais localizaram e prenderam o investigado no município de Ceará-Mirim. Durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão em sua residência, foi apreendido um alicate de poda, instrumento que, segundo a investigação, pode ter sido utilizado para intimidar as vítimas durante a ação criminosa.
O primeiro suspeito, um homem de 44 anos, já havia sido preso durante a primeira fase da operação. Com a captura do segundo alvo, a Polícia Civil considera o caso elucidado, com todos os envolvidos sob custódia. O investigado foi conduzido à delegacia para os procedimentos legais e, posteriormente, encaminhado ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça.
O nome da operação, “DNA do Crime”, faz referência à prova técnica fundamental para a elucidação do caso. Laudos periciais emitidos pela Polícia Científica (PCI) confirmaram a compatibilidade do material genético coletado da vítima com os suspeitos, afastando dúvidas quanto à autoria e desconstituindo eventuais álibis.
*Com informações de Tribuna do Norte

