Retrospectiva 2025: avanços do turismo potiguar e o Natal que não aconteceu em Natal
Um ano de crescimento e gestão qualificada no RN
O turismo do Rio Grande do Norte encerra 2025 com resultados expressivos no fluxo de visitantes, promoção do destino e fortalecimento institucional. Esse desempenho é fruto da condução técnica e estratégica da Emprotur RN, sob a presidência de Raoni Fernandes, em sintonia com a Secretaria Estadual de Turismo, liderada por Marina Marinho. A dupla consolidou uma agenda moderna de promoção, ampliou mercados emissores e reposicionou o RN para além do sol e mar, com resultados concretos.
São José de Mipibu: turismo de base, gestão ativa e identidade


No âmbito municipal, São José de Mipibu se destacou pela atuação consistente da Secretaria de Turismo, sob a condução de Thaiane Varela. Ao longo do ano, o município avançou em qualificação, turismo pedagógico, valorização do patrimônio histórico e integração à IGR Costa das Dunas, mostrando que planejamento e continuidade geram resultados mesmo fora do circuito litorâneo.
Espírito Santo: destino emergente que abriu caminhos

Outro destaque de 2025 foi Espírito Santo/RN, que ingressou no Mapa do Turismo Brasileiro e abriu suas portas para o Caminho dos Santos Mártires. O município investiu de forma integrada no turismo religioso, no ecoturismo, no turismo de aventura e no turismo esportivo, fortalecendo sua identidade e se posicionando como destino emergente no Agreste potiguar. A gestão municipal mostrou que visão e decisão política fazem diferença.
Natal: polos ativos, mas uma cidade sem Natal
Se o interior avançou, Natal termina o ano devendo. Apesar da existência de polos pontuais — Ponta Negra, Mirassol e Zona Norte —, a capital não conseguiu se transformar em uma cidade natalina. Faltou iluminação urbana consistente, narrativa simbólica e envolvimento do comércio.
A governança pública não iluminou a cidade como um todo; a governança privada, por sua vez, mostrou-se frágil e pouco reativa. O resultado foi um final de ano apagado, sem identidade e sem o espírito que o próprio nome da cidade carrega.
O contraste que fica
Enquanto outros destinos brasileiros constroem o Natal como produto turístico, Natal encerra 2025 com uma das piores ambientações natalinas dos últimos anos. Não se trata apenas de eventos, mas de cidade, de paisagem urbana e de pertencimento. O contraste com os avanços do RN no restante do ano é evidente.
Conclusão
A retrospectiva de 2025 mostra um Rio Grande do Norte que avança quando há gestão, planejamento e integração. O desafio para 2026 é claro: transformar Natal em Natal de verdade, alinhando governança pública e privada ao nível de excelência que o estado já demonstrou ser capaz de alcançar.

