Por Fernanda Sabino
A disputa pelas duas vagas do Rio Grande do Norte no Senado foi marcada por uma virada durante a apuração e terminou com uma diferença mínima entre Samanda de Lula (PT), Zenaide Maia (PSD) e Coronel Hélio (PL). Samanda chegou a aparecer atrás de Zenaide nas primeiras parciais, mas passou a adversária por volta dos 50% das urnas apuradas e sustentou a segunda colocação até a consolidação do resultado.
A ultrapassagem mudou o cenário de uma disputa que vinha sendo acompanhada voto a voto. Ao final, Samanda terminou com 17,63%, Zenaide com 17,47% e Coronel Hélio com 17,20%. A diferença entre os três foi de menos de meio ponto percentual. Styvenson Valentim (Podemos) confirmou a liderança, com 29,25%.
O resultado confirmou uma tendência que já vinha aparecendo na reta final da campanha. Na última pesquisa DataVero/Diário do RN, os três candidatos apareciam tecnicamente próximos na disputa pela segunda vaga, com diferenças que mantinham o resultado em aberto. A pesquisa apontava Styvenson isolado na liderança e uma disputa acirrada entre Samanda, Zenaide e Coronel Hélio.
A apuração levou esse cenário para as urnas. Styvenson confirmou a primeira colocação, enquanto Samanda conseguiu superar Zenaide durante a contagem e terminou com uma vantagem de 0,16 ponto percentual sobre a candidata do PSD.
O desempenho de Coronel Hélio também foi um dos fatos que marcaram a eleição para o Senado.
O candidato do PL chegou ao fim da apuração com 17,20%, apenas 0,43 ponto percentual atrás de Samanda e 0,27 ponto de Zenaide. O resultado colocou os três praticamente na mesma faixa de votação e transformou a disputa pela segunda vaga em uma das mais apertadas da eleição potiguar.
Virada durante a apuração
A mudança de posição entre Samanda e Zenaide ocorreu ainda durante a totalização. Nas primeiras parciais, Zenaide aparecia à frente da petista. Conforme as urnas do interior e da Região Metropolitana foram sendo incorporadas ao resultado, Samanda reduziu a diferença até assumir a segunda colocação.
A partir daí, a disputa se manteve aberta. Em determinados momentos, a diferença entre as candidatas voltou a diminuir, mas Samanda conseguiu preservar a vantagem até o resultado final.
A petista chegou à reta final apoiada pelo presidente Lula e pela governadora Fátima Bezerra, enquanto Zenaide buscou consolidar a própria trajetória no Senado e Coronel Hélio apostou na força do campo bolsonarista. A presença dos três em uma faixa tão próxima de votação mostrou que a segunda vaga foi definida em uma disputa muito mais equilibrada do que a liderança de Styvenson.
O resultado também dá peso à estratégia adotada por Samanda durante a campanha. A petista intensificou o corpo a corpo pelo Estado, buscou ampliar a identificação com Lula e trabalhou para transformar a associação ao presidente em votos para a disputa proporcional.
Ao final, Styvenson ficou com a primeira vaga, com 29,25%, enquanto Samanda garantiu a segunda, com 17,63%, após a virada durante a apuração. Zenaide, com 17,47%, e Coronel Hélio, com 17,20%, terminaram logo atrás, separados por poucos milhares de votos.


