Natal permanece como principal motor de geração de empregos no Rio Grande do Norte. Dados divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, apontam desempenho negativo do Estado potiguar, influenciado pela desaceleração econômica nacional, enquanto a capital apresentou saldo positivo, compensando parcialmente as perdas observadas no interior.
Se o Rio Grande do Norte encerrou o mês de fevereiro com saldo negativo de 2.221 postos de trabalho formais – resultado de 19.084 admissões contra 21.305 desligamentos, puxado sobretudo pelos setores agropecuário e industrial –, Natal registrou saldo positivo de 550 empregos formais, fruto de 7.808 admissões e 7.258 desligamentos.
No acumulado do ano (janeiro e fevereiro), Natal já soma 1.368 novos postos de trabalho, enquanto o interior perdeu 2.308 vagas. A força da economia da capital fica ainda mais evidente na análise dos últimos 12 meses, período em que a cidade foi responsável pela criação de 6.702 vagas formais, o que representa um crescimento de 2,85% no estoque de empregos e supera o somatório de todos os outros 166 municípios do estado, que juntos geraram 5.760 vagas.
A capital concentrou 40,9% de todas as admissões realizadas no estado em fevereiro de 2026 e 41,7% das admissões nos últimos 12 meses.
Para o prefeito Paulinho Freire, o resultado acompanha um conjunto de investimentos e ações em diferentes áreas. “A geração de empregos reflete um conjunto de investimentos, seja na modernização da gestão, na capacitação, no turismo, nos eventos e na economia criativa. Mesmo com um cenário nacional e estadual mais lento, Natal tem conseguido manter um ritmo positivo e ajudar a equilibrar os resultados do Estado”, disse.
A comparação direta entre o desempenho do Estado como um todo e o da capital revela, segundo dados do Caged, uma diferença clara no mercado de trabalho potiguar. Enquanto Natal atua como polo de estabilidade e crescimento, os municípios do interior – calculados como a diferença entre o total do estado e a capital – concentram as perdas recentes.
No cenário regional, a Região Nordeste como um todo gerou 11.629 novos postos de trabalho em fevereiro de 2026. O Rio Grande do Norte, com saldo negativo de 2.221 vagas, ocupou a oitava posição entre os nove estados nordestinos, ficando à frente apenas de Alagoas (-3.023 vagas). A liderança regional no mês ficou com a Bahia (+6.890 vagas) e o Ceará (+4.316 vagas).
Ao analisar o desempenho das capitais nordestinas, Natal apresenta uma posição intermediária. Com a geração de 550 vagas em fevereiro, a capital ficou na sétima posição regional, superando Maceió (+299) e Recife (+130). A liderança entre as capitais foi de Fortaleza, com a criação de 2.260 novos postos de trabalho.

