Após a operação militar em larga escala neste sábado (03), que terminou com a captura por forças especiais dos EUA do presidente da Venezuela, muitas questões ficam no ar: Onde está Nicolás Maduro? O que vai acontecer com ele? Outro tema que merece resposta é quem vai ficar com a recompensa de US$ 50 milhões (R$ 275 milhões) que Donald Trump oferecia por informações que levassem à captura de Maduro, de 63 anos. Ou mesmo se ela será paga.
Inicialmente, Trump ofereceu uma recompensa de US$ 15 milhões (R$ 82 milhões) por informações que pudessem concretizar a captura do líder venezuelano, após as acusações federais de narcoterrorismo terem sido formalizadas no Distrito Sul de Nova York em março de 2020. Em janeiro do ano passado, o valor subiu para US$ 25 milhões (R$ 137 milhões).

Em agosto, Trump aumentou a recompensa para US$ 50 milhões, enquanto autoridades acusavam Maduro de usar organizações terroristas estrangeiras como o Tren de Aragua, o Cartel de Sinaloa e o Cartel dos Sóis para introduzir drogas e violência nos EUA. O valor era a maior recompensa já anunciada no âmbito do Programa de Recompensas por Narcóticos dos EUA.
À época, o ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Yvan Gil, disse que a nova recompensa era “patética” e a classificou como “propaganda política”.
A Agência Antidrogas dos EUA (DEA) apreendeu até o momento 30 toneladas de cocaína que Washington alega estarem ligadas a Maduro e seus associados, afirmou a procuradora-geral Pam Bondi em agosto, e “quase sete toneladas ligadas ao próprio Maduro, o que representa uma das principais fontes de renda dos cartéis mortais com base na Venezuela e no México”.
Segundo autoridades norte-americanas, o pagamento da recompensa não ocorre de forma automática. O programa prevê que o valor seja destinado a pessoas ou grupos que tenham fornecido informações consideradas decisivas para a localização e a captura do alvo. A definição sobre quem receberá o dinheiro passa por uma avaliação interna do Departamento de Estado e de agências federais envolvidas na operação, como a Agência Antidrogas dos Estados Unidos, a DEA.
No caso de Maduro, a operação foi conduzida diretamente por forças militares e especiais dos Estados Unidos, incluindo a Delta Force, com uso de helicópteros Chinook. O presidente venezuelano foi capturado em território do próprio país e levado de helicóptero para fora da Venezuela. Diante disso, ainda não está claro se houve informantes externos ou colaboradores locais cujas informações tenham sido determinantes para o sucesso da missão.
Autoridades norte-americanas não confirmaram até o momento se a recompensa será paga integralmente, dividida entre eventuais informantes ou mesmo se poderá ser anulada, caso se conclua que a captura ocorreu exclusivamente por ação direta das forças dos EUA. O secretário de Estado, Marco Rubio, confirmou apenas que Maduro será processado criminalmente em território norte-americano e que as ações militares tinham como objetivo cumprir o mandado de captura.
A justificativa para a recompensa está ligada às acusações de que Maduro teria utilizado organizações classificadas como terroristas ou criminosas, como o Tren de Aragua, o Cartel de Sinaloa e o chamado Cartel dos Sóis, para introduzir drogas e violência nos Estados Unidos. Em agosto, a procuradora-geral Pam Bondi afirmou que a DEA apreendeu cerca de 30 toneladas de cocaína ligadas ao entorno do líder venezuelano, incluindo quase sete toneladas associadas diretamente a Maduro.
À época do aumento da recompensa, o ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Yvan Gil, reagiu com críticas. Disse que a medida era “patética” e a classificou como “propaganda política”. Neste sábado, após a captura, a vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, exigiu provas de vida de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, também detida na operação.
Enquanto líderes internacionais e parlamentares norte-americanos debatem a legalidade e as consequências do ataque, o destino da recompensa milionária permanece indefinido. A decisão final sobre o pagamento e seus beneficiários deve ser anunciada apenas após a consolidação dos relatórios da operação e das investigações conduzidas pelo governo dos Estados Unidos.
*Com informações do Extra e do R7

