A qualidade do ar na região da estátua de Nossa Senhora de Fátima, na Zona Norte de Natal, passou a ser monitorada após o incêndio que destruiu cerca de 68% da estrutura na última terça-feira (24).
A escultura era composta por materiais como isopor, resina, espuma expansiva e fibra de vidro — substâncias que, quando queimadas, podem liberar poluentes potencialmente nocivos à saúde. Entre os efeitos possíveis estão irritações nas vias respiratórias, agravamento de quadros alérgicos e complicações em pessoas mais vulneráveis, como idosos e crianças.
Moradores relataram presença de fuligem e odor forte nas proximidades após o incêndio. Diante da possibilidade de liberação de contaminantes, equipes de vigilância ambiental estiveram no local para avaliar a situação e coletar dados sobre a concentração de poluentes atmosféricos.
O monitoramento é realizado por meio de pontos fixos de medição espalhados pela capital e também com apoio de um veículo equipado para coleta móvel de dados ambientais. Um novo levantamento deve ser feito no prazo de até sete dias para acompanhar a evolução dos índices na área afetada.
O núcleo responsável pelo acompanhamento atua na identificação de áreas com maior exposição a poluentes atmosféricos e na análise de possíveis impactos à saúde da população.

