Cerca de 160 pessoas participaram, nesta segunda-feira (23), de mais uma edição do projeto “SAMU e a Comunidade”, realizado na sede do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, em Natal. A iniciativa gratuita acontece mensalmente e tem como foco orientar a população sobre como agir em situações de emergência.
Promovido pelo Núcleo de Educação Permanente (NEP), o projeto oferece treinamento básico em primeiros socorros para pessoas sem formação na área da saúde. Ao longo do dia, os participantes foram divididos em duas turmas e receberam instruções práticas sobre reanimação cardiopulmonar (RCP), procedimentos em casos de desengasgo, reconhecimento de sinais de Acidente Vascular Cerebral (AVC), infarto, queimaduras e crises convulsivas.
O instrutor do NEP, Jair Cavalcanti, destacou a importância do acesso à informação. “Esse conhecimento é de extrema importância, para que a população saiba detectar facilmente essas urgências e possa agir prestando os primeiros socorros e chamando por ajuda. É importante também para que eles sejam multiplicadores e possam passar essas informações para as famílias, amigos e para as pessoas no território em que vivem”, afirmou.
Durante a atividade, também foram apresentadas orientações sobre o funcionamento do serviço de urgência. Segundo o instrutor, o envio de ambulâncias depende da avaliação feita pelo médico regulador a partir das informações repassadas por quem liga para o 192. “Quem está na cena do acidente são os olhos do médico. A população tem que dizer o que está vendo sem aumentar ou diminuir, isso é importante para o serviço funcionar bem”, explicou.
Um dos destaques do encontro foi a atualização das manobras de desengasgo, conforme novas diretrizes da American Heart Association (AHA). “Anteriormente, nas crianças e no adulto, eram realizadas somente contrações abdominais, até a vítima desengasgar. O protocolo mudou, então a gente começa com cinco golpes nas costas, seguido de cinco compressões abdominais e fica alternando até a vítima desengasgar”, detalhou Jair.
No caso de bebês menores de um ano, a técnica também passou por ajustes. “As compressões torácicas eram com dois dedos e agora é com a região proeminente da palma da mão, popularmente conhecida como calcanhar da mão”, esclareceu.
Além de ensinar técnicas que podem salvar vidas, o projeto busca aproximar o serviço da comunidade e esclarecer quando o atendimento móvel deve ser acionado.

