“A categoria (educação) está apreensiva, preocupada e também indignada. Um misto de sentimentos! ” Foi assim que o coordenador-geral do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do RN (Sinte/RN), Bruno Vital, definiu o sentimento da categoria diante do impasse no valor de reajuste a ser pago para educação por parte do município de Natal.
Durante uma reunião realizada entre o órgão executivo e o sindicato na última segunda-feira (10), foi oferecido aos servidores um valor de reajuste em 7%, um valor abaixo do que foi anunciado pelo Ministério da Educação, firmando o reajuste salarial do piso em 14,24%.
Para Bruno, esse percentual ainda é muito aquém do ideal: “esse percentual é muito abaixo dos 64% de perda que a rede acumula. É inferior quando comparamos com as perdas diárias que temos na rede municipal. A categoria amarga um achatamento salarial, um congelamento de salário desde 2021”.
No dia 14 de junho, havia acontecido uma outra reunião entre as partes, mas que não chegou a um comum acordo. O coordenador comenta sobre essa retomada dos diálogos com o poder público: “ao mesmo tempo que reiniciamos esse diálogo com a apresentação de uma proposta é como se acendesse uma ‘luz no fim do túnel’, mas é também muito longe daquilo que merecemos e nos é devido. Causando uma mistura de sensações, uma revolta, um certo receio”.
A assembleia da categoria está marcada para a tarde desta quarta-feira (12), para avaliar a proposta, mas o coordenador ressalta: “iremos avaliar toda essa situação, mas observando também que tem alto percentual de perdas e com certeza a categoria não abrirá mão de continuar reivindicando a totalidade das perdas que tem e assim emitiremos um parecer”. Uma nova reunião com a prefeitura de Natal, já com o parecer da assembleia, está marcada para amanhã, quinta-feira (13).

