A professora Mariana Almeida, do Departamento de Engenharia de Produção da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, foi reconhecida nacionalmente por sua atuação no projeto Meninas no Espaço, desenvolvido em parceria com a Agência Espacial Brasileira. A homenagem ocorreu durante evento que celebrou os 32 anos da instituição.
Segundo a professora, o reconhecimento representa um marco em sua trajetória acadêmica. “Foi realmente uma grande honra. É uma carreira difícil, conseguir recurso e desenvolver pesquisa não é simples, então ser reconhecida a nível nacional foi um momento muito especial”, afirmou. O evento foi realizado no auditório da Polícia Rodoviária Federal, em Brasília, e reuniu autoridades, como parlamentares, representantes das Forças Armadas e servidores da agência.

Com quase 16 anos de atuação na universidade, Mariana destacou que a premiação simboliza o impacto social da pesquisa desenvolvida: “É uma forma de ver o desenvolvimento da carreira e o impacto da pesquisa chegando de fato na ponta, para quem é vulnerável e tem interesse em desenvolver ciência”, disse.
Criado ainda na década passada, o projeto Meninas no Espaço passou por uma expansão significativa ao longo dos anos. Inicialmente atendendo cinco escolas e cerca de 20 estudantes, a iniciativa alcançou, em 2024, cerca de 100 participantes. Com novos financiamentos, incluindo apoio do CNPq, AEB, e PNUD, o projeto foi ampliado para 250 meninas em diferentes regiões do país, consolidando sua atuação em nível nacional.
A proposta busca estimular o interesse de estudantes pela ciência por meio de atividades práticas, desenvolvimento de projetos e participação em eventos. Entre as ações derivadas estão a Feira Nacional Globo Brasil e a Olimpíada Globo Brasil, que envolvem etapas como produção científica, apresentação de projetos e avaliação por especialistas.
“Os alunos passam por todo um processo: aprendem a coletar dados, organizar ideias, desenvolver soluções e apresentar resultados. É um trabalho completo de formação científica”, explicou Mariana. Como parte das atividades, estudantes também participaram de visitas técnicas em municípios do Rio Grande do Norte, como Macau, Diogo Lopes e Tibau do Sul, onde elaboraram propostas de intervenção para as comunidades.
Para 2026, o planejamento inclui a realização de um workshop voltado à troca de experiências do projeto e a ampliação das pesquisas para congressos nacionais e internacionais. “Queremos levar essa produção científica para espaços de maior impacto, inclusive em revistas qualificadas”, destacou.
Além disso, a professora anunciou a abertura de um novo processo seletivo, com bolsas financiadas pela CAPES, voltado ao desenvolvimento de pesquisas nas áreas de realidade aumentada, realidade virtual e inteligência artificial aplicadas à educação.

