A Câmara Municipal de Tangará arquivou, com maioria dos votos, os três pedidos de impeachment contra o prefeito Dr. Airton Bezerra (PDT), por improbidade administrativa, possível crime de responsabilidade e outro por ter se ausentado por mais de 15 dias da cidade e da administração municipal. A articulação política dos governistas garantiu a permanência do prefeito no cargo, na sessão que aconteceu na última terça-feira (12).
Segundo uma das denúncias apresentadas, o gestor teria terceirizado o comando do município a um de seus sete filhos, que estaria levando a cidade ao caos administrativo, com demissões e atrasos de salários e aposentadorias dos servidores inativos e pensionistas.
Votaram integralmente pela rejeição do impeachment, em todos os pedidos, os vereadores: Cezinha Barbosa (PSDB), Sargento Elias (PDT), Antônio Custódio (PSD), Paulo Paduca (PSDB), Wilson Fonseca (PDT) e Ricardo Vicente (PSDB).
Se posicionaram a favor do impeachment: a presidente da Câmara de Vereadores Ana de Ilo (PSD), Alcimar de Gija (MDB), Brenno Carvalho (MDB) e Andrier Chicutinha (MDB). O posicionamento do vereador Nilson Lima (PSD) foi de contrariedade aos dois primeiros pedidos e favorável ao último.
INTERDIÇÃO
Além dos três pedidos de impeachment, o prefeito de Tangará, Dr. Airton, de 72 anos, vive um dilema causado por sua saúde física e mental debilitada e o isolamento de parte de sua família, provocada por parte de seus sete filhos. Magdiel Bezerra moveu um processo de interdição contra o pai, e alega que sua irmã Elane afastou Airton do convívio familiar e assumiu, nos bastidores, a gestão do município. Questionado pela reportagem do Diário do RN sobre o arquivamento dos processos pela Câmara, ele preferiu não comentar sobre o assunto.

