BANCADA
O PL começa a campanha eleitoral de 2026 como o mais fortalecido politicamente. Terá a maior bancada na Assembleia Legislativa e uma das nominatas mais fortes do pleito.
SACRIFÍCIO
Por ter a maior bancada e ter uma das nominatas mais fortes, o PL também poderá sofrer em relação ao inchaço da chapa e provocar o sacrifício de algum parlamentar com mandato, tal qual ocorreu na eleição de 2022 com o PSDB. Tinha a maior e mais forte nominata, elegeu a maior bancada, mas três deputados foram sacrificados com a derrota: Getúlio Rêgo, Raimundo Fernandes e Albert Dickson.
RASTEIRA
Ex-senador José Agripino mostrou força na rasteira que deu no prefeito Paulinho Freire, ao articular uma nota conjunta com o presidente nacional do União Brasil, Antônio Rueda. O problema é que a força de hoje pode ser um problema para o ex-senador amanhã.
GROSSERIA
Agripino sabia do interesse de Nina em ser candidata a deputada federal pelo PL. Ao invés de tratar Nina como aliada, Agripino preferiu negar a carta de anuência, criando dificuldades para a esposa do prefeito Paulinho Freire, já que o casal não irá apoiar a candidatura escolhida por Agripino, que é a do prefeito Allyson Bezerra. O outrora gentleman Agripino Maia, cedeu lugar ao grosseiro presidente de partido que trata aliado como descartável.
FUTURO
A política do RN já uniu e desuniu muita gente. Adversários eternos passaram a ser aliados e aliados viraram adversários. Praticamente todo mundo já esteve no mesmo palanque em algum momento. O que Agripino faz hoje com Paulinho, por pirraça e demonstração de poder, pode ter um preço num futuro próximo.
RESULTADO
A negativa do União Brasil em relação a Nina Souza, não terá efeitos positivos para o partido. Pelo contrário. Nina vai deixar o partido de todo jeito e até o prefeito da capital também poderá deixar a legenda. Ou seja: zero vantagem na demonstração de força.
VETO
Um ex-aliado tem tudo para virar ridículo porque precisa aparecer para mostrar serviço ao novo grupo que integra. É o caso do deputado Hermano Morais, que era aliado do governo Fátima até ontem, rompeu para ser vice de Allyson e agora assume a posição de porta-voz do novo grupo para afirmar que não vota no candidato do PT na eleição-tampão.
POSIÇÃO
Bem diferente da posição de Hermano, o deputado Kléber Rodrigues anunciou apoio a Allyson, mas disse que é grato ao governo e vota em Fátima se ela for candidata ao Senado. E ainda acrescentou que avaliaria em grupo o apoio a um eventual candidato a governador-tampão que tivesse o apoio do grupo governista.
RESISTÊNCIA
Em relação a eleição atípica na Assembleia, o governo Fátima precisa realmente entender que não há condições de viabilidade de um nome do PT para o pleito indireto de abril/maio. Insistir no nome de Cadu ou apresentar o deputado Francisco como alternativa, só serve para queimar ambos.
NOME
Hoje, o único nome capaz de atender aos interesses do governo é o do secretário Guilherme Saldanha. Ele é indicado do presidente da Assembleia, Ezequiel Ferreira, que pode viabilizar apoios diversos ao nome de Guilherme, deixando de fora a disputa eleitoral de outubro e a polarização esquerda/direita. Mas, parece que o governo não está nem aí.
CRIMINALIZAÇÃO
A advogada Viviane Barci, esposa do ministro Alexandre Moraes, tem sido alvo de um linchamento profissional jamais visto na advocacia brasileira. Sua atuação já mereceu até avaliação individual do preço de uma reunião ou de um parecer. Como se advogado atuasse como um pedreiro, que recebe por metro quadrado de piso assentado. Criminalizaram a atividade e a OAB silencia só porque é a esposa de Moraes.

