MUDANÇA
Como estava previsto desde o início das articulações políticas, a desistência da candidatura do senador Rogério Marinho ao governo provocou uma mudança na formação da chapa da direita no RN. Sai Rogério, entra Álvaro Dias. O que não estava previsto e quase atropela o pai de Adjuto era que o grupo iria insistir na candidatura de Styvenson Valentim para substituir Rogério.
FLEXIBILIDADE
Entre Álvaro e Styvenson existem várias diferenças. Mas uma delas ganha mais relevo: A flexibilidade de Álvaro na relação com os políticos. Styvenson se beneficia da classe política e depois vomita contra todos. Álvaro nasceu na política e sabe o traquejo desse segmento.
GESTO
Ao ler na coluna de ontem que o senador Rogério Marinho havia desistido da candidatura ao governo por um gesto de gratidão ao ex-presidente Bolsonaro, um leitor discordou e apontou argumentos para justificar a razão do pensamento contrário.
GESTO II
Segue o que disse o leitor, que pediu para preservar sua identificação: “Convivi com Rogério lá no ABC FC , na condição de conselheiro e apoiadores da gestão de Rubens Guilherme. R.M não tem esse perfil de gratidão ou altruísmo, ele só pensa em primeira pessoa. Custo a acreditar que ele seria capaz de ir para o sacrifício por uma terceira pessoa. ”
BOLSONARISMO
Por falar em Bolsonaro, há dúvida se Álvaro Dias vai assumir que é o candidato do bolsonarismo no RN.
LEGADO
Álvaro Dias e Allyson Bezerra serão candidatos a governador no pleito de outubro. Ambos querem apresentar ao eleitorado um legado pelo que fizeram em suas gestões nas duas maiores cidades do Estado: Natal e Mossoró.
LEGADO II O detalhe que ambos precisam ficar atentos é que enquanto eles vão pintar gestões dignas de recebimento de prêmios, seus opositores vão mostrar exatamente o inverso. E nos dois casos, o que não vai faltar é furo, rombo, problemas e até suspeitas de corrupção. A campanha promete.
TAMPÃO
Por falar em Álvaro, não pega nada bem sua negativa em ser governador no mandato tampão.
Afinal, ele vai para as ruas em busca de votos para ser governador a partir de janeiro. Ser eleito governador a partir de abril não deveria fazer diferença. Parece medo de assumir e não dar conta de resolver.
ACUADO
O governo Fátima Bezerra precisa sair das cordas. Com o rompimento de Walter Alves e o distanciamento de Ezequiel Ferreira, é inegável que o grupo governista sofreu um golpe político e precisa reagir. Por enquanto, parece acuado a caminho do isolamento, o que é muito perigoso em política.
REAÇÃO
O grupo de Fátima é forte, tem capital eleitoral, tem estrutura e um grande eleitor chamado Lula da Silva. Mas a cúpula não costuma tratar bem seus aliados, o que termina afastando quem poderia ajudar. Deputados, prefeitos e demais lideranças precisam sentir que são importantes nesse momento de reconstrução da base política. O silêncio atrai o afastamento e este, o isolamento, que é sinônimo de abismo em política.

