DISCURSO
Durante a Assembleia da ONU, o presidente Lula fez um discurso histórico e se agigantou perante o mundo. Para quem pensava que o líder brasileiro iria se acovardar diante de Trump, Lula fez exatamente o contrário, ao se posicionar em defesa da soberania nacional e da democracia.
CRONOLOGIA
O detalhe é que o discurso de Lula foi antes de Trump falar. Nesse caso, ele correu um risco de ser triturado pelo presidente americano. Mas não foi isso que aconteceu. Numa fala improvável, Trump elogiou Lula e disse que vai conversar com o marido de Janja na próxima semana.
SURPREENDENTE
A fala de Lula e a reação de Trump foram surpreendentes. O bolsonarismo esperava covardia de Lula e pancada de Trump. Foi justamente o contrário. Lula defendeu o Brasil, criticou guerras, bateu no genocídio de Israel, falou sobre ter tirado o País do mapa da fome. Trump citou o tarifaço e tentou justificar as medidas; depois, se derreteu em elogios a Lula.
COMPARAÇÃO
O bolsonarismo está em choque com o discurso de Lula diante de Trump e a reação do americano em relação ao brasileiro. Se fizer a comparação com Bolsonaro, só piora.
COMPARAÇÃO II
Bolsonaro chamava Alexandre Moraes de canalha, tirano, ditador e muito mais. De longe. Quando chegou perto, acovardou-se, pediu desculpas pelas mentiras ditas e ainda tentou brincar, convidando o ministro para ser seu vice em 2026. O retrato da covardia.
CANDIDATURA
Secretário Raimundo Alves questiona pesquisa feita com o nome de Cadu sem a muleta de ser “candidato apoiado por Lula”. Na verdade, em geral a pesquisa é feita com o nome do candidato. O respaldo da liderança é exceção. Cadu não cresceu porque não cresceu e não há culpados por isso.
CRESCIMENTO
Cadu não é um candidato que empolgue o eleitorado e nem a classe política. Isso é fato. Se ele permanecer como candidato do PT deverá crescer quando a campanha chegar e efetivamente ele for o “candidato de Lula”. Até lá, resta o candidato ter vida própria.
RELAÇÃO
A questão é que o governo não mantém um bom relacionamento político com os prefeitos e muito menos Cadu faz essa articulação. Sem ter liderança que propague seu nome junto ao eleitorado e sem uma agenda de candidato nas bases, fica complicado crescer.
LIDERANÇAS
O senador Rogério Marinho não é um bom exemplo de político que esteja presente nas bases e sua ausência de simpatia ajuda na rejeição. Além disso, é corajoso para defender pautas absurdas. Porém, sua relação com as lideranças é forte e a turma leva seu nome para o eleitorado, ação que faz toda a diferença.
CONFIANÇA
Ex-senador Garibaldi Filho, em contato com a coluna, questionado sobre a decisão do filho Walter Alves de não ser candidato a governador: “Eu confio na palavra de meu filho. Se ele diz que não quer ser candidato, não tenho motivo para não acreditar”.
ALIANÇA
Ainda sobre a entrevista de Raimundo Alves, o chefe da Casa Civil admite que o PT já procura outro nome para substituir Zenaide Maia na aliança com a governadora Fátima Bezerra. O nome de Carlos Eduardo foi citado, o que não deixa de ser uma novidade. Mas Raimundo descarta o filho de Agnelo como candidato a governador do sistema.

