Uma mulher identificada como Maria Cláudia de Medeiros, de 29 anos, morreu na madrugada desta sexta-feira (29) após ser baleada dentro de um condomínio no bairro Alto do Sumaré, em Mossoró, região Oeste do Rio Grande do Norte.
Segundo a Polícia Militar, o disparo foi feito pelo companheiro dela, o policial penal federal Rafael Gonçalves Barbosa, que alegou ter atirado acidentalmente. No entanto, a Polícia Civil prendeu o agente em flagrante sob suspeita de feminicídio.
O disparo ocorreu no quarto do casal. Durante a perícia, os policiais encontraram vestígios de maconha e cocaína na residência. A arma usada foi uma pistola 9 milímetros, de uso funcional do policial penal. Uma segunda arma, uma pistola calibre .40, também foi apreendida no local.
Em nota, a Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) afirmou que “não coaduna com nenhum tipo de violência, em especial a violência contra a mulher” e informou que será instaurado um processo administrativo para apurar a conduta do servidor.
Rafael Gonçalves Barbosa ingressou na carreira em 2009 e estava lotado na Penitenciária Federal de Mossoró desde 2011. De acordo com a Senappen, não há registros de transtornos psicológicos ou psiquiátricos em seu histórico funcional.
O caso
A Polícia Militar foi acionada por volta das 5h da manhã. Segundo relato do sargento Jair Maia, que atendeu a ocorrência, o suspeito estava visivelmente abalado e disse ter disparado acidentalmente contra a companheira. “O rapaz estava muito nervoso, sentado na calçada, dizendo que tinha feito um disparo acidental na esposa. Ela estava baleada dentro do carro. Ele contou que estava mexendo na arma, achou que não havia munição, e ao apertar o gatilho, o disparo ocorreu”, disse o sargento.
No momento do incidente, a filha de 11 anos do agente, que não era filha da vítima, também estava na casa. Ela correu para a casa de vizinhos após o ocorrido. “A menina estava muito nervosa, mas foi acolhida pelos vizinhos e agora está mais calma”, relatou o policial.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil.
*Com informações de G1 RN