A Polícia Civil do Rio Grande do Norte (PCRN) já apurou mais de 40 ameaças a escolas apenas em 2023, em ações que coíbem possíveis ataques criminosos a instituições. A exemplo de casos como ocorrido nesta terça-feira (31), ao qual em menos de 24 horas a PCRN desarticulou um ataque a escola de Natal, a suspeita é de que uma criança de 11 anos estava a frente do caso e o possível envolvimento de um adolescente de 13 anos.
A operação desta terça, contou com a atuação de agentes de investigação e de segurança pública da Delegacia de Proteção à Criança e Adolescente (DPCA/NATAL), da Delegacia Especializada no Atendimento a Adolescente (DEA), com o Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), e a Diretoria de Operações Integradas e Inteligência (Diopi) do Ministério da Justiça.
Diante deste caso, a delegada Paoulla Maués, diretora do Departamento de Proteção a Grupos em Situação de Vulnerabilidade da POLÍCIA Civil (DPGV), ressalta a importância da identificação em curto espaço de tempo: “A Polícia Civil já apurou mais 40 ameaças à escola este ano, e identificou em tempo célere todos os adolescentes que de alguma forma, manifestaram esse tipo de ameaça. Todos foram identificados e ouvidos em delegacia, acompanhado dos responsáveis”.
A diretora ressalta ainda que, em casos como esse existe um protocolo a ser adotado na ampla divulgação de informações: “Em casos envolvendo esse tipo de prática, nós (PCRN) não divulgamos o tipo de material apreendido, nem sobre o curso das investigações para que não venham a atrapalhar”.
Dra. Paoulla reforça ainda que esse tipo de divulgação auxilia na orientação dos pais e responsáveis para que observem e acompanhem mais as atividades dos filhos na internet. “A intenção em divulgar é justamente para orientar a todos os pais e responsáveis para que observem o que seus filhos, em especial, os sites e aplicativos que acessam, e com quem se comunicam, pois há jogos, aparentemente inocentes, que disponibilizam chats, através dos quais as crianças e adolescentes se comunicam com pessoas de todo Brasil. São supostos “amigos de redes” que os manipulam a praticar crimes das mais diversas ordens”.
A delegada comenta ainda que em casos como esse existe uma comunicação formal tanto a instituição escolar como os responsáveis, que por vezes são surpreendidos com a atitude dos filhos: “A maioria dos pais e mães, responsáveis, que são todos chamados a delegacia, não tem ideia dos aplicativos e sites que seus filhos acessam. A grande maioria fica assustada com o conteúdo que seus filhos acessam quando apresentamos. Quando levamos a temática as escolas, conversamos com os responsáveis e oficializamos a comunicação”.
No âmbito escolar, a diretora do DPGV enfatiza que não um detalhamento dessas características de qual seria. “Nós não divulgamos se trata de um caso em escola pública ou particular. Para que não fique estigmatizado o perfil de casos. Sempre é preciso ter muita cautela na abordagem do tema”.

