A Polícia Federal desmarcou uma reunião que estava prevista com a defesa de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, para avançar nas tratativas do acordo de colaboração premiada.
Segundo apuração da analista de Política Larissa Rodrigues, a PF optou por adiar o encontro para a semana seguinte, pois quer analisar com cuidado todo o material apresentado antes de se sentar à mesa com os advogados do ex-banqueiro.
“A informação que chega é que a Polícia Federal está debruçada neste material”, afirmou Larissa ao CNN 360º desta quinta-feira (4). Segundo ela, o documento precisa ser minuciosamente checado pelos investigadores e delegados que integram a força-tarefa responsável pelo caso.
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A expectativa é de que uma resposta sobre o aceite ou a rejeição da nova proposta de colaboração seja dada até o próximo dia 12, de acordo com apuração do também analista de Política, Matheus Teixeira.
A reunião que ocorreria na quarta-feira (3) foi desmarcada justamente para que a PF tenha acesso completo a tudo o que foi relatado por Daniel Vorcaro na documentação antes de qualquer encontro com a defesa.
Documento enviado em dois dias
Larissa destacou ainda um detalhe que chamou a atenção de membros da Polícia Federal: a segunda proposta de delação foi entregue na segunda-feira (1º), mas já na terça-feira (2) a defesa enviou um adendo com informações complementares.
“Isso chamou a atenção de alguns membros da PF, sobre por que não veio o material todo junto, o que teria ficado de fora, por que veio detalhes depois”, relata Larissa. Segundo ela, esse adendo levantou um alerta em razão do histórico da primeira tentativa de acordo.
Larissa lembra que a Polícia Federal negou o primeiro esboço de delação apresentado pela defesa de Daniel Vorcaro. O entendimento, à época, era de que faltavam informações cruciais, como nomes de políticos e outras figuras relevantes, e parte do que foi apresentado já era de conhecimento da própria PF.
A expectativa da Polícia Federal é de que haja elementos fortes e contundentes nessa nova versão da delação.
“Nessa tentativa de acordo em específico, há o entendimento da PF de que a própria instituição avançou muito com as investigações. Para dar ok e seguir para a PGR e o próprio Supremo, tem que ter novidades confirmadas pelas investigações”, acrescenta Larissa.
*Com informações de CNN

