Em uma atualização divulgada na tarde desta terça-feira (27), a Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU) informaram o balanço mais recente da operação conjunta que investiga fraudes em contratos na área da saúde. Segundo as novas informações, foram apreendidos R$ 219 mil em dinheiro vivo, quantia encontrada durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão em sete endereços diferentes.
Durante a operação, foram executados 35 mandados no Rio Grande do Norte, juntamente com a implementação de medidas cautelares e patrimoniais. As apreensões incluíram 20 telefones celulares, 17 dispositivos de armazenamento eletrônico (como computadores, HDs e pen drives) e dois veículos. Todos esses itens serão submetidos à análise no decorrer das investigações.
A Polícia Federal (PF) revelou que as investigações apontam para indícios de desvio de verbas públicas e irregularidades em licitações. Os contratos sob suspeita eram destinados ao fornecimento de insumos para a rede pública de saúde. Segundo a PF, as empresas investigadas, sediadas no Rio Grande do Norte, mantinham acordos com prefeituras de diversos estados.
A residência do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), foi um dos locais onde mandados foram cumpridos. Durante a operação, agentes federais apreenderam o celular, um notebook e dois HDs pessoais do gestor. Allyson Bezerra, por sua vez, divulgou uma declaração nas redes sociais confirmando a apreensão dos equipamentos e ressaltando que colaborou com a diligência, recebendo os agentes de forma cordial e entregando os materiais solicitados.
O político informou que a investigação, iniciada em 2023, está ligada a contratos de fornecimento de medicamentos. Ele enfatizou que continua em sua residência, exercendo o mandato normalmente, e que confia na Justiça.
Em nota divulgada, a defesa do prefeito afirmou que a medida foi concedida com base em conversas de terceiros e que não existem elementos que liguem Bezerra diretamente às irregularidades investigadas.
A Operação da Polícia Federal foi deflagrada após auditorias no processo investigatório apontarem irregularidades na execução do contrato, incluindo suspeitas de fornecimento insuficiente ou inadequado de materiais, não entrega de itens contratados e a prática de sobrepreço. Os atos sob investigação podem tipificar delitos de fraude em licitações e desvio de verbas públicas.
*Com informações de Tribuna do Norte

