A Polícia Federal considerou emergencial o conteúdo encontrado em um dos celulares de Daniel Vorcaro, mesmo após analisar menos de 30% do material armazenado no aparelho. Com base apenas nessa parcela – enviada pela PF -, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do caso Banco Master, determinou a prisão do banqueiro.
De acordo com informações do UOL, um auxiliar do magistrado disse que o ministro teve acesso apenas a “uma gota no oceano” do conteúdo total.
Vorcaro foi preso pela primeira vez em 17 de novembro de 2025 e voltou a ser alvo de nova operação na semana passada. Ao todo, ao menos oito celulares ligados a ele foram apreendidos, enquanto a investigação já reúne mais de cem aparelhos sob custódia da Polícia Federal para perícia.
Parte do material vazado mantém o STF no centro da crise. A jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo, revelou que o ministro Alexandre de Moraes teria trocado mensagens de visualização única com Vorcaro no dia da primeira prisão. Moraes inicialmente negou a informação e classificou a reportagem como “ilação mentirosa” destinada a atacar o tribunal.
Na sexta-feira (6), após a apresentação de novos prints pela jornalista, o gabinete do ministro divulgou nota afirmando que uma “análise técnica” do material indicaria que Moraes não é o destinatário das mensagens. O STF, porém, não informou quem realizou a perícia nem como o gabinete teve acesso ao conteúdo, que está sob sigilo.

