A Polícia Militar do Rio Grande do Norte informou que afastou policiais envolvidos em uma ocorrência registrada na madrugada de sábado (14), durante uma ação em uma ocupação no prédio da Associação de Moradores do conjunto Cidade Satélite (Amocisa), na zona Sul de Natal.
A decisão ocorreu após a circulação de imagens nas redes sociais que mostram a conduta de policiais durante a abordagem no local. No vídeo, um agente aparece apontando uma arma em direção a integrantes do movimento que participavam da ocupação.
Segundo a corporação, equipes do 5º Batalhão da Polícia Militar foram acionadas após comunicação do Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) sobre a presença de manifestantes no imóvel.
De acordo com a PM, o Comando-Geral determinou ao comandante do batalhão, tenente-coronel Robson, o afastamento imediato dos policiais envolvidos e a abertura de procedimento administrativo para apurar o caso.
Em nota, a corporação também informou que, no dia 27 de fevereiro, representantes do movimento responsável pela ocupação e seus advogados haviam sido recebidos pelo Comando-Geral.
A Polícia Militar afirmou ainda que atua pautada pela legalidade e pelo respeito aos direitos fundamentais, e que não compactua com condutas que estejam fora de seus protocolos operacionais.
Confira a nota da Polícia Militar do RN:
A Polícia Militar do Rio Grande do Norte esclarece que, na madrugada de ontem (14), o 5º BPM atendeu a uma ocorrência demandada pelo Centro de Operações (COPOM), informando a respeito de uma ocupação no prédio da Associação de Moradores do conjunto Cidade Satélite (AMOCISA).
Em resposta às imagens veiculadas sobre a conduta policial durante a ação, o Comando-Geral determinou ao Tenente-Coronel Robson, comandante do 5º BPM, o afastamento imediato dos policiais envolvidos e a abertura de procedimento administrativo para apuração rigorosa dos fatos.
A PMRN destaca que, em 27 de fevereiro, o Comando-Geral já havia recebido formalmente as lideranças do movimento e seus advogados.
A instituição reitera que atua pautada pela legalidade e pelo respeito aos direitos fundamentais, não compactuando com condutas que desviem de seus protocolos operacionais.

