A Polícia Federal (PF) deu início, nesta quinta-feira (5), a uma investigação interna para apurar os fatos ocorridos durante a custódia de Luiz Philipi Machado de Moraes Mourão. O detento, que é apontado como braço direito do banqueiro Daniel Vorcaro, teria atentado contra a própria vida enquanto permanecia detido na Superintendência Regional da corporação em Minas Gerais. Mourão havia sido preso no dia anterior, durante a deflagração da Operação Compliance Zero, que mira fraudes financeiras bilionárias.
Em comunicado oficial, relatou o Diário do Poder, a PF relatou que o episódio ocorreu nas dependências da instituição. O diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, reforçou a transparência do processo ao declarar que “toda a ação dele e o atendimento pelos policiais estão filmados, sem pontos cegos”.
Diante da gravidade, o gabinete do ministro André Mendonça, relator do processo envolvendo o Banco Master no Supremo Tribunal Federal (STF), foi devidamente informado e receberá o material audiovisual da dinâmica dos fatos.
A defesa do investigado demonstrou surpresa com o ocorrido, alegando ter tomado conhecimento da situação apenas pela nota da PF. Os advogados relataram que estiveram pessoalmente com Mourão até por volta das 14h do dia do incidente, momento em que ele apresentaria “em plena integridade física e mental”.
Atualmente, os representantes jurídicos acompanham o caso no Hospital João XXIII, embora ainda não exista um boletim médico atualizado sobre seu estado de saúde.
De acordo com o inquérito da Operação Compliance Zero, Mourão, conhecido pela alcunha de “Sicário”, exercia uma função estratégica na organização criminosa supostamente liderada por Vorcaro. Ele é acusado de atuar como longa manus (braço direito) do banqueiro, executando tarefas violentas que incluíam a intimidação de alvos, monitoramento e a extração ilícita de dados sigilosos. As investigações apontam que, em troca dessas atividades, o suspeito receberia pagamentos mensais estimados em R$ 1 milhão.

