A Polícia Federal iniciou a ofensiva contra o núcleo político do caso Master e a previsão de investigadores nos bastidores é que o ritmo de operações se intensifique daqui para frente.
A ação desta quinta-feira (7) teve como alvo o senador Ciro Nogueira (PP-PI), que entrou na mira da PF sob suspeita de receber uma mesada de até R$ 500 mil do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, para defender interesses da instituição financeira no Congresso Nacional.
A previsão feita sob reserva por integrantes da polícia e da PGR (Procuradoria-Geral da República) é que outros parlamentares, da esquerda à direita, sejam alvo de operações ainda neste primeiro semestre e que o caso de Ciro foi apenas o primeiro do núcleo político que mantinha relação com Vorcaro.
Na decisão, o ministro André Mendonça menciona relatório da PF que relata uma cadeia de empresas que seriam ligadas ao senador e que viabilizariam os repasses ilícitos.
O magistrado proibiu Ciro de manter contato com outros investigados. Em parecer favorável à medida, a Procuradoria diz que o político poderia usar sua rede de influência para destruição de provas ou intimidação de testemunhas.
Por meio de nota, o advogado do senador, Antônio Carlos de Almeida Castro, nega o cometimento de qualquer irregularidade e diz que “medidas investigativas graves e invasivas tomadas com base em mera troca de mensagens, sobretudo por terceiros, podem se mostrar precipitadas”.
*Com informações de CNN

