Os Correios encerraram, nesta semana, a maior campanha de solidariedade do país: todas as 300 mil cartas disponibilizadas para adoção no Papai Noel dos Correios 2025 foram atendidas. Dessas, 250 mil foram adotadas pela sociedade e por entidades públicas e privadas. Na reta final, a Receita Federal do Brasil (RFB) reforçou a ação com a doação de 50 mil kits contendo itens infantis e brinquedos.
A iniciativa contemplou pedidos de estudantes da rede pública (até o 5º ano do ensino fundamental) e de instituições parceiras, como creches, abrigos e núcleos socioeducativos. Também foram atendidas cartas de crianças em situação de vulnerabilidade social com até 10 anos, além de pessoas com deficiência (PcD) de qualquer idade. Cerca de 6 mil cartas enviadas por jovens acolhidos em unidades vinculadas ao Conselho Nacional de Justiça também foram atendidas.
Esta é a 36ª edição da campanha, que mobiliza secretarias de educação, padrinhos corporativos, sociedade e empregados dos
Correios para transformar sonhos em realidade. Em mais de três décadas, quase 7 milhões de cartinhas foram atendidas.
Sonhos realizados – Os pedidos mais comuns foram bonecas, carrinhos, bicicletas e material escolar. Mas também houve histórias emocionantes.
Otávio, de 6 anos, de Valparaíso (GO), pediu uma bolsa de estudos para ingressar em uma nova escola. “Sou aluno destaque e amo estudar”, escreveu. Uma instituição renomada do município atendeu ao pedido, oferecendo bolsa integral, uniforme e material escolar.
No Distrito Federal, Francisca Larissa, de 15 anos, diagnosticada com paralisia cerebral, pediu uma cadeira de rodas motorizada. Um grupo de voluntários de uma empresa abraçou a causa e realizou o sonho. No Rio de Janeiro, Giovanna, de 5 anos, pediu um sensor de glicose para monitorar a diabetes “sem tantas picadas”.
Pedidos de paz e saúde também emocionaram: “Desejo muita saúde, paz, amor e alegria para minha família e todas as outras famílias”, escreveu Anthonny Francisco, de 9 anos.
Entregas especiais – Além das adoções, a campanha promoveu encontros festivos com o Bom Velhinho em comunidades impactadas por tragédias ou em situação de vulnerabilidade.
Em Rio Bonito do Iguaçu (PR), cidade devastada por um tornado em novembro, cerca de 1,1 mil crianças receberam presentes. No Tocantins, as entregas ocorreram em comunidades quilombolas e aldeias indígenas. No Ceará, 450 crianças indígenas de 14 escolas foram atendidas.
No Rio Grande do Norte, histórias de superação e esperança marcaram a Campanha Papai Noel dos Correios.
Ana Cecília, de 12 anos, repetiu o quinto ano por ainda não saber ler. Em sua cartinha, ela compartilhou com o Papai Noel a conquista alcançada ao longo do ano. “Como você pode ver, eu realizei meu sonho. Agora estou lendo e escrevendo, e isso me deixa muito feliz. Por isso, gostaria de ganhar um kit para cuidar dos meus cabelos cacheados ou material escolar para o próximo ano”, escreveu. Assim como as mais de seis mil cartas disponibilizadas para adoção no RN, o pedido de Ana Cecília foi atendido, permitindo que ela siga firme nos estudos.
Outra história que emocionou foi a de Kethyllen, que realiza tratamento contra o câncer e é acompanhada pela Casa Durval Paiva. Em sua carta, ela pediu ao Papai Noel uma peruca. “Meu maior sonho é a cura. Tenho muitos sonhos e muita vontade de viver. Para a minha autoestima, gostaria de ganhar a peruca. Ficarei grata de todo coração”, relatou.
Além da adoção das cartas, a campanha promoveu encontros festivos com o Bom Velhinho, que visitou escolas em Natal, Ceará-Mirim, Macaíba, Parnamirim, São Gonçalo do Amarante e São José de Mipibu, além dos municípios de Angicos, Apodi, Areia Branca, Assú, Caicó, Currais Novos, Felipe Guerra, Goianinha, Mossoró e Santa Cruz. Em momentos de muita alegria e emoção, as crianças abraçaram, tiraram fotos e até puxaram a barba do Bom Velhinho dos Correios, celebrando o espírito solidário do Natal.
Os Correios agradecem o apoio de todos que participaram da campanha, que cresceu para além da estatal e hoje é abraçada por milhares de brasileiras e brasileiros. São madrinhas, padrinhos, empresas, comunidade escolar e famílias que se unem aos Correios para tirar do papel os sonhos de milhares de crianças em situação de vulnerabilidade.
*Com informações de Tribuna do norte

