O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, acusou nesta sexta-feira (10) a Espanha de “travar uma guerra diplomática” contra o Estado judeu, motivo pelo qual ordenou a expulsão dos representantes espanhóis do Centro de Coordenação Cívico-Militar (CMCC), encarregado de supervisionar o cessar-fogo na Faixa de Gaza.
“Quem atacar o Estado de Israel em vez dos regimes terroristas, quem quer que faça isso, não será nosso parceiro no futuro da região. Não estou disposto a tolerar essa hipocrisia nem essa hostilidade. Não permitirei que nenhum país trave uma guerra diplomática contra nós sem pagar um preço imediato por isso”, afirmou em uma mensagem em vídeo.
O premiê israelense acusou a Espanha de difamar os militares das Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês), em resposta às críticas do governo espanhol aos diversos conflitos nos quais o país se envolveu, e garantiu que não “permanecerá impassível” diante dos ataques.
“Portanto, ordenei a expulsão dos representantes espanhóis do centro de coordenação em Kiryat Gat [sul de Israel], depois que a Espanha optou repetidamente por se opor a Israel”, acrescentou.
O Ministério das Relações Exteriores de Israel anunciou, nesta sexta, a decisão, motivada pelo que classificam como um “preconceito anti-israelense tão flagrante” por parte do governo do presidente da Espanha, Pedro Sánchez. Segundo o Ministério das Relações Exteriores de Israel, a Espanha foi formalmente notificada da decisão, assim como os Estados Unidos também foram informados com antecedência.
O CMCC é o centro multinacional estabelecido no final de novembro em Kiryat Gat para dar andamento ao plano de paz promovido pelos Estados Unidos e com vistas a uma futura reconstrução e estabilização da Faixa de Gaza.
Essa medida representa a mais recente escalada na disputa diplomática entre os dois países, cujas relações vêm se deteriorando desde os ataques terroristas do Hamas em 7 de outubro de 2023 e a subsequente ofensiva das IDF na Faixa de Gaza. Com informações de Pleno News.

