A Unidade de Vigilância de Zoonoses (UVZ) de Natal apresentou aos Agentes de Combate às Endemias (ACE) a nova classificação das áreas de risco para arboviroses na capital. A atualização envolve os cinco Distritos Sanitários e vai orientar as ações de prevenção e controle de doenças como dengue, zika e chikungunya no biênio 2026–2027.
A reclassificação foi elaborada com base na série histórica de 2021 a 2025, a partir da análise de indicadores entomológicos e epidemiológicos. O estudo considera dados coletados por ovitrampas e o mapeamento de casos humanos, utilizando modelagem estatística espacial. A metodologia é referenciada em artigo publicado na revista científica Hygeia.
Com a atualização, o território de Natal passou a ser dividido em 430 zonas, seguindo diretrizes do Ministério da Saúde. Cada zona corresponde, em média, a um conjunto de 800 a 1.000 imóveis.
As áreas foram classificadas em quatro níveis: muito alto, alto, médio e baixo risco. O novo levantamento aponta 15 zonas de risco muito alto, 111 de risco alto, 214 de risco médio e 90 de risco baixo. No ciclo anterior, eram 34 zonas de risco muito alto e 140 de risco alto, o que indica redução nas áreas com maior vulnerabilidade.
A apresentação do novo mapa foi realizada ao longo da semana. Na terça-feira (3), participaram agentes dos Distritos Sul e Norte I. Na quarta-feira (4), foi a vez dos profissionais dos Distritos Oeste e Leste. A programação foi encerrada na quinta-feira (5), com os agentes do Distrito Norte II.
De acordo com o Núcleo de Geoestatística da UVZ, a nova estratificação permitirá direcionar melhor as intervenções e otimizar o uso dos recursos nas áreas prioritárias.

