O Irã disparou várias ondas de mísseis contra Israel nesta segunda-feira (30) e prometeu “punir o agressor”, enquanto as forças israelenses bombardeavam Teerã e os preços do petróleo subiam após os houthis, do Iêmen, entrarem na guerra no Oriente Médio.
As Forças Armadas de Israel afirmaram que dois drones vindos do Iêmen foram interceptados, dois dias depois de os houthis, alinhados ao Irã, dispararem mísseis contra Israel pela primeira vez desde o início da guerra conduzida pelos EUA e por Israel contra o Irã, que se espalhou pela região.
Segundo os militares israelenses, suas forças miraram o que descreveram como infraestrutura militar em Teerã e também atacaram instalações na capital libanesa, Beirute, usadas pelo Hezbollah.
O grupo libanês apoiado pelo Irã também lançou foguetes contra Israel na segunda-feira (30), de acordo com autoridades israelenses.
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou no domingo que os Estados Unidos e o Irã vêm se reunindo “direta e indiretamente” e que os novos líderes iranianos — após a morte do líder supremo do país em 28 de fevereiro — têm sido “muito razoáveis”.
No entanto, Trump também enviou mais tropas norte-americanas à região, o que levou o presidente do Parlamento iraniano a acusar Washington de enviar sinais sobre possíveis negociações enquanto planeja uma invasão terrestre, aumentando o desafio a Teerã.
O ministro interino da Defesa do Irã, Majid Ebn-e Reza, disse à agência estatal IRNA que Teerã continuará a “punir os agressores, criar dissuasão e garantir que a guerra não se repita”.
O conflito, que já dura um mês, se espalhou pela região, matou milhares de pessoas, causou graves interrupções no fornecimento de energia e afetou a economia global.
O fechamento quase total do Estreito de Ormuz pelo Irã tem pressionado fortemente os mercados de energia, já que o canal responde por cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo.
Os ataques dos houthis a Israel aumentam o risco de que eles possam atacar e bloquear outra rota estratégica, o Estreito de Bab el-Mandeb.
Segundo o Financial Times, Trump afirmou no domingo que os EUA poderiam tomar a ilha de Kharg, de onde o Irã exporta grande parte do seu petróleo, mas também indicou que um cessar-fogo poderia ocorrer rapidamente. Assumir o controle de Kharg, porém, exigiria a presença de tropas terrestres.
*Com informações de CNN

