A missão internacional liderada pela Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (FIERN) e pelo SENAI-RN no Reino Unido trouxe na bagagem de volta para casa perspectivas de cooperação com instituições do país europeu, além de exemplos de boas práticas que funcionam para a chegada e o avanço da energia eólica offshore (no mar), setor do qual o Reino Unido é líder na Europa e atualmente sedia o desenvolvimento do maior complexo eólico offshore do mundo. A atividade – a geração da ‘energia dos ventos’, com turbinas instaladas no mar, e a cadeia produtiva ao redor – existe há aproximadamente 10 anos em território britânico.
Integrante da missão potiguar, o diretor da FIERN e presidente eleito da Federação para o mandato que começa em outubro, Roberto Serquiz, destacou que é fundamental que o Estado tenha infraestrutura portuária e uma regulação que assegure segurança jurídica para o desenvolvimento do setor de geração de energia eólica offshore. Ele afirmou que essas duas condições essenciais ficaram ainda mais claras e demonstradas com as visitas a universidades, centros de pesquisa e portos do Reino Unido: “Ficou claro que sem porto e sem regulação não haverá offshore” e acrescentou: “A segurança jurídica é fundamental, porque a partir do momento no qual o Poder Público define o que pode e não pode, não tem retrocesso. O porto também é uma condição essencial, uma vez que assegura o atendimento das demandas dos equipamentos que serão necessários”, afirmou Roberto Serquiz.
A programação no Reino Unido também incluiu visitas e levantamento de dados sobre instalações portuárias e onde está em desenvolvimento o “Dogger Bank Wind Farm”, projeto que, uma vez concluído, será o maior parque eólico offshore do mundo.
“A Federação das Indústrias com a presença de diretores, dirigentes de Sindicatos filiados e do órgão ambiental do Estado fez um relacionamento com instituições universitárias dedicadas à pesquisa aplicada nesta aérea de energia offshore e com importantes centros tecnológicos, além de empresas que fabricam turbina, isso terá resultados positivos para o Instituto SENAI de Inovação em Energias Renováveis”, acrescentou Roberto Serquiz que também afirmou que esse intercâmbio é tão importante quanto os avanços regulatórios e de infraestrutura necessários para que o setor de energia renovável possa se desenvolver no Estado.

