DUDU VAI AGUENTAR A PRESSÃO?
O “inferno astral” do ABC parece longe do fim. A chegada de Waguinho Dias, inicialmente vista como possível redenção, passou a gerar dúvidas após o tropeço diante do Maguary, clube estreante em competições nacionais, assim como o Laguna. Diante desse cenário, a pressão sobre o presidente Eduardo Machado aumentou consideravelmente. O descontentamento, que antes partia majoritariamente da torcida, agora ganha força também entre conselheiros e ex-presidentes. Além disso, cresce a preocupação com o futuro do clube, dentro e fora de campo.
Não há questionamentos apenas sobre o desempenho do elenco, mas também sobre a situação financeira, especialmente em relação ao processo de recuperação judicial. São muitas perguntas sem explicações. Uma eventual derrota no clássico desta noite pela Copa do Nordeste pode agravar ainda mais a crise. Confrontos desse porte costumam ter grande impacto, tanto esportivo quanto institucional, podendo aprofundar um momento já delicado para o clube. Eduardo Machado vai aguentar a pressão? Somente uma vitória diante do América, que vive um grande momento na temporada, pode amenizar a preocupante situação alvinegra.
MPEDIMENTO CORRETO
O gol anulado de Igor Bahia contra o Maguary foi marcado corretamente. O atacante estava impedido e participou do gol de Wallyson ao barrar o zagueiro adversário. O único problema foi a demora na decisão do bandeira.
DESESPERO TOTAL
O árbitro Diego da Silva acertou duas vezes, a primeira ao anular o gol e a outra ao relatar na súmula as ofensas dos dirigentes alvinegros, um retrato fiel da crise interna, pois quem acompanhou o lance viu que Igor Bahia participou do gol.
16 JOGOS INVICTO
Do outro lado da gangorra está o América, que tem um grupo forte, entrosado, disciplinado, bem treinado e que completou 16 jogos de invencibilidade. Chega para o clássico como o grande favorito, pois é o time a ser batido nesta temporada.
DEMITIDOS
A última rodada da Série A derrubou dois técnicos de uma só vez. Dorival não resistiu à derrota para o Internacional em pleno estádio Itaquerão, enquanto em Santa Catarina, Gilmar Dal Pozzo foi demitido no empate diante do Vitória.
JÁ CAÍRAM 10
No total, dez técnicos perderam o emprego em dez rodadas do Brasileirão. Uma média de um técnico demitido por rodada. Este número representa cerca de 46% das demissões do nacional em 2025, que terminou com 22 treinadores mandados embora.
TRÊS DE SELEÇÃO
Entre os treinadores demitidos, três comandaram a seleção brasileira em ciclos anteriores. Tite que esteve na Copa do Mundo do Catar, Fernando Diniz foi contratado como interino e Dorival Jr, que ficou pouco mais de um ano no cargo, sendo demitido em março de 2025.

