O Midiacom RN divulgou nota oficial em que contesta declarações do senador Styvenson Valentim sobre investimentos em comunicação pública no Rio Grande do Norte.
No documento, a entidade afirma que a publicidade institucional não é opcional, mas um dever do Estado. “A publicidade institucional pública não é escolha. É dever do estado. É um instrumento essencial de utilidade pública, transparência e prestação de contas, assegurado pela Constituição Federal”, diz a nota.
O sindicato também apresentou dados para contextualizar os valores destinados à área. Segundo a entidade, os R$ 36 milhões previstos para comunicação pública representam 0,035% do Produto Interno Bruto estadual, estimado em R$ 101,74 bilhões, e 0,13% do orçamento total previsto na Lei Orçamentária Anual de 2026, de R$ 27,21 bilhões.
Para o Midiacom RN, o montante corresponde a uma parcela reduzida do orçamento, com impacto social relevante. “Trata-se de uma fração absolutamente marginal do orçamento, com elevado impacto social, ao viabilizar campanhas de saúde, educação, segurança e serviços essenciais à população”, afirma.
A entidade também criticou o posicionamento do senador ao apontar que ele utiliza recursos de comunicação em sua atuação parlamentar. De acordo com a nota, em 2025 foram destinados R$ 392.512,99 para serviços de comunicação, além de R$ 36 mil em impulsionamento digital. Em 2024, os valores chegaram a R$ 410.260,89, também com R$ 36 mil em impulsionamento.
“Criticar aquilo que se utiliza de forma sistemática não contribui para um debate sério, apenas expõe incoerência”, destaca o texto.
O sindicato argumenta ainda que a comunicação pública é uma política estruturante e que sua redução a um discurso simplificado ignora a importância do setor. A nota ressalta o impacto econômico da área, que envolve veículos de imprensa, emissoras de rádio e televisão, portais, produtoras, agências e profissionais em todo o estado.
Por fim, o Midiacom RN defendeu a necessidade de responsabilidade no debate público. “O debate público exige responsabilidade, coerência e compromisso com a verdade”, conclui a entidade, ao reafirmar o compromisso com a valorização da comunicação profissional e com o direito da população à informação.

