Na manhã desta segunda-feira (26), a Prefeitura do Natal inaugurou no Mercado da Redinha, Zona Norte da capital, um Banco Vermelho gigante. Este monumento é um símbolo de enfrentamento e combate ao feminicídio. A ação é fruto de uma colaboração entre o Município, o UNINASSAU – Centro Universitário Maurício de Nassau Natal e o Instituto Banco Vermelho, com o objetivo de promover a conscientização, a prevenção da violência e a defesa da vida das mulheres.
Instalado em local de grande movimento popular, o Banco Vermelho em tamanho gigante chama a atenção por sua cor vibrante e simbolismo impactante. Mais do que um ponto de destaque, o equipamento atua como um recurso informativo, educacional e de alerta constante para a sociedade. Ele veicula dados sobre a violência contra a mulher e divulga o número 180 (Central de Atendimento à Mulher), um canal gratuito e sigiloso essencial para orientações e denúncias.
A instalação do Banco Vermelho no Mercado da Redinha representa um marco nas políticas públicas de proteção e conscientização sobre os direitos das mulheres, transformando o espaço urbano em um poderoso instrumento de memória, mobilização social e luta incansável contra o feminicídio.
A cerimônia de inauguração contou com a presença de representantes das Secretarias Municipais de Políticas Públicas para as Mulheres (Semul), de Concessões, Parcerias, Empreendedorismo e Inovação (Sepae) e de Serviços Urbanos (Semsur). Além disso, o reitor da UNINASSAU Natal, André Lemos, e outros parceiros institucionais também participaram do evento.
A secretária municipal de Políticas Públicas para as Mulheres, Andréa Dias, ressaltou que a escolha do Mercado da Redinha para a ação visa ampliar a mensagem, por ser um “espaço popular, de convivência diária”. Segundo ela, “Levar essa pauta para o cotidiano das pessoas é fundamental para reforçar que o combate ao feminicídio é um compromisso de toda a sociedade e que as mulheres não estão sozinhas”.
O reitor da UNINASSAU Natal, André Lemos, enfatizou a relevância social da instituição. Ele destacou que a participação na ação do Banco Vermelho reafirma o compromisso do Centro Universitário com a sociedade. “O Banco Vermelho simboliza mais do que um marco; é um apelo à reflexão, à responsabilidade compartilhada e à urgência de combater todas as formas de violência contra a mulher.
Acreditamos que a educação é um instrumento vital para a transformação da realidade, e iniciativas como esta fortalecem nosso empenho em favor da vida, do respeito e da cidadania”, declarou Lemos.
A presidente do Instituto Banco Vermelho, Andréa Rodrigues, chamou atenção para a gravidade dos dados. “O banco é gigante porque a causa também é. Em 2025, o Brasil registrou um recorde de feminicídios, com uma média de quatro mulheres assassinadas por dia. Esses números precisam ser conhecidos. Só com informação, prevenção e mobilização da sociedade será possível transformar essa realidade e salvar vidas”, destacou.

