O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta segunda-feira (20) que será contra a invasão à Cuba. “Sou contra qualquer a qualquer país do mundo a se intrometer na ingerência interna de outras nações”, disse o mandatário na Alemanha durante uma declaração ao lado do chanceler alemão Friedrich Merz após assinar o acordo entre Brasil e Alemanha.
Segundo informações da Jovem Pan, Lula ainda enfatizou que “Cuba é vítima de um bloqueio de 70 anos, que é uma vergonha mundial” e é “um país que não teve chance de se desenvolver depois da revolução por bloqueio de uma potência”. O posicionamento do presidente vem em um momento em que o líder dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaça a ilha da América Latina. No dia 13 de abril, o republicano afirmou que, depois do Irã, pode “dar uma passada em Cuba”.
Esse foi mais um estopim na tensão entre os dois países que se intensificou em janeiro após os norte-americanos capturarem Nicolás Maduro em janeiro e mirarem Cuba, que voltou à pauta prioritária de Trump. Desde então, o governo republicano tem buscado retomar a ofensiva diplomática e econômica contra o regime cubano, em um movimento que analistas interpretam como uma tentativa de redirecionar o foco do noticiário e reafirmar autoridade no cenário global.
Lula cobra mudanças na ONU
Em uma nova defesa a uma reformulação ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). “Entre ação dos que provocam guerras e a omissão dos que ficam calados, a ONU está mais uma vez paralisada”, declarou, enfatizando o mundo precisa de mais “mais conversa, mais diálogo, mais multilateralismo”. “É preciso renovar o Conselho de Segurança. É preciso ter mais países participando”, disse, e listou algumas nações que deveriam fazer parte, como:
- Alemanha;
- Índia;
- Japão;
- Brasil;
- Nigéria;
- Egito;
- Etiópia.
Ainda sobre as tensões geopolíticas mundiais, Lula disse que os Estados Unidos não têm o direito de proibir um membro fundado do G20 de participar do G20. No final de 2025, Donald Trump havia anunciado que os Estados Unidos informaram que não convidariam a África do Sul a cúpula do G20 porque o “governo sul-africano se recusa a reconhecer ou abordar os horríveis abusos dos direitos humanos sofridos pelos Africâneres e outros descendentes de colonos holandeses, franceses e alemães”.

