O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, está em São Paulo monitorando de perto as operações para capturar os dois fugitivos da Penitenciária Federal de Mossoró. A Polícia Federal foi acionada para investigar as circunstâncias da fuga, enquanto a Polícia Rodoviária Federal (PRF) atua nas rodovias federais na busca pelos fugitivos.
As secretarias estaduais de Segurança Pública (Sesed) e de Administração Penitenciária Seap) estão realizando patrulhamento aéreo com um helicóptero na região de Mossoró para auxiliar na busca pelos detentos. Além disso, o governo estadual fez contato com as secretarias de Segurança Pública da Paraíba e do Ceará para coordenar ações integradas de reforço policial nas divisas entre os estados.
Os investigadores estão considerando a possibilidade de falha humana ou cooptação no caso da fuga, já que ainda não há respostas sobre como os detentos conseguiram atravessar pelo menos três portas e burlar o circuito de câmeras de segurança.
O Ministério da Justiça suspeita que uma obra no pátio do Presídio Federal possa ter contribuído para a diminuição da segurança da unidade, facilitando a fuga dos detentos. Segundo a pasta, devido à obra, um detector de metais estava desativado, e os agentes penitenciários não estavam passando pelo procedimento de revista, o que poderia permitir a entrada de materiais proibidos.
Penitenciária de gestão federal
O presídio federal de Mossoró é um dos cinco presídios federais de segurança máxima no país, inaugurado em 2009, com capacidade para até 208 presos. As demais unidades de segurança máxima estão localizadas em Catanduvas (PR), Campo Grande (MS), Porto Velho (RO) e Brasília (DF).
A penitenciária que fica em Mossoró foi inaugurada em 2009 e tem capacidade para até 208 presos. As investigações sobre a fuga continuam em andamento para esclarecer todas as circunstâncias do ocorrido.

