Na manhã desta segunda-feira (24), Jean Paul Prates, ex-senador e ex-presidente da Petrobras, anunciou sua desfiliação do Partido dos Trabalhadores (PT) após 12 anos na sigla. A decisão foi oficializada por meio de carta enviada ao presidente nacional do partido, Edinho Silva, e em carta para a presidente estadual do partido, Samanda Alves.
Na carta, Prates fala com respeito, calma e gratidão por sua trajetória construída dentro do Partido dos Trabalhadores ao longo de mais de uma década de permanência. Ele conta que sua decisão foi tomada após “reflexão profunda” e consolidada após diálogo com a governadora do estado, Fátima Bezerra. Jean afirma que seu ingresso no Partido dos Trabalhadores se deu com entusiasmo e lealdade, com “total disposição de contribuir para seu projeto histórico e para as lutas em defesa do povo brasileiro”.
Jean ainda ressaltou a importância das duas missões mais importantes que recebeu dentro do PT. “Sou grato pelas maiores honrarias da minha vida pública, representar o Rio Grande do Norte no Senado Federal e presidir a Petrobras, ambas confiadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pela governadora Fátima Bezerra”, afirma. Ele ainda relembra sua atuação como líder da oposição no Senado Federal durante o governo do ex-presidente, Jair Bolsonaro.
O agora ex-petista, afirma que sua saída é motivada por “uma redução progressiva no espaço político”. Ainda no documento, Prates afirma não carregar ressentimentos. “Não levo mágoas, levo gratidão e consciência tranquila”, escreve. Ele considera agradecimentos pessoais a lideranças e amigos pessoais que marcaram sua passagem pelo partido, como Fernando Haddad, Aloizio Mercadante, Henrique Fontana, José Dirceu e o presidente partidário Edinho Silva.
Em trecho enfático, Jean Paul presta homenagem à militância petista, sobretudo a que atua em regiões mais vulneráveis do país. “Essa militância é o que o PT tem de mais autêntico e valioso, e por ela minha admiração permanece intacta”, afirma.
Ao final, ele anuncia que continuará no campo progressista. Disse que passa a integrar “uma legenda com tradição equivalente de luta por justiça social, dignidade e soberania nacional” e que pretende contribuir para a construção de “uma esquerda moderna, transparente, popular e capaz de dialogar com as novas gerações e com os desafios contemporâneos”.
Jean Paul encerra reafirmando o compromisso com a democracia, com o papel estratégico do Estado no desenvolvimento e com políticas públicas conectadas ao Brasil do presente e do futuro.

