Em mensagens trocadas entre o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto e sua esposa Gisele Alves Santana no dia 13 de fevereiro, a mulher deixou claro a ele que o relacionamento havia acabado e que não se sentia mais casada.
Ela foi encontrada morta em seu apartamento no Brás, região central de São Paulo, cinco dias depois.
No diálogo, a vítima, que também era policial, afirmou estar “praticamente solteira”. A resposta do tenente-coronel foi: “Jamais! Nunca será!”.

Segundo o relatório da Polícia Civil, Gisele manifestava de forma clara o desejo de encerrar o casamento.
Em outras mensagens enviadas nos dias anteriores ao crime, ela chegou a escrever: “quero o divórcio”, além de solicitar o envio de documentos para formalizar a separação e afirmar: “Se considere divorciado”.
A mulher ainda teria dito frases como “acabou a admiração”, “vamos separar” e “não tem como viver assim”.
Tenente-coronel foi preso
O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, indiciado pela Polícia Civil de São Paulo pela morte da esposa, a PM Gisele Santana, foi preso na manhã de quarta-feira (18).
A polícia havia pedido à Justiça paulista o mandado de prisão preventiva nesta terça (17), que foi concedido e cumprido pela Corregedoria da Polícia Militar com apoio do 8º DP (Belenzinho).
Geraldo foi preso em sua residência em São José dos Campos, no interior de São Paulo, e conduzido ao Presídio Militar Romão Gomes.
Veja como foi feminicídio
A abordagem, contenção da vítima e disparo contra cabeça de Gisele pode ser descrita em quatro atos, segundo laudo. Veja abaixo:

De acordo com os peritos da Polícia Científica de São Paulo, o tenente-coronel abordou a vítima no interior da residência. A abordagem ocorre por trás, pegando Gisele de surpresa.
Geraldo teria imobilizado a vítima, agarrando-a pelas costas. Gisele tentou se desvencilhar do ataque. Nesse momento, o suspeito empunha uma arma de fogo próxima à cabeça dela.
O laudo identificou lesões compatíveis com pressão de dedos na parte de baixo do rosto da PM e na lateral direita do pescoço. Também foi encontrada uma marca superficial de unha.
Para os peritos, essas marcas indicam que houve uma luta corporal ou tentativa de esganadura antes do disparo fatal.
*Com informações de CNN

