A proposta de delação premiada apresentada pelo banqueiro Daniel Vorcaro, investigado na Operação Compliance Zero, foi considerada “muito ruim” por investigadores da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República (PGR). A avaliação é de que o material entregue inicialmente não trouxe elementos novos suficientes para avançar nas apurações.
As informações foram reveladas em reportagem do blog de Valdo Cruz, do G1, publicada nesta quinta-feira (7).
Segundo a apuração, a defesa de Vorcaro apresentou uma proposta inicial com anexos sobre possíveis colaborações, mas o conteúdo foi considerado insuficiente por não trazer fatos inéditos sobre o esquema investigado. Ainda assim, os investigadores solicitaram ajustes e complementações para reavaliar a possibilidade de avanço no acordo de colaboração.
De acordo com fontes citadas na reportagem, a PF e a PGR entendem que parte das informações já era conhecida no inquérito da Operação Compliance Zero, o que reduz o impacto da delação neste momento da investigação.
A apuração indica ainda que os investigadores pretendem cruzar os dados apresentados pela defesa com provas já obtidas, incluindo materiais extraídos de celulares apreendidos e outras frentes de investigação em andamento.
A Operação Compliance Zero investiga um suposto esquema de fraudes financeiras e irregularidades envolvendo o sistema financeiro, e segue em andamento sob análise da Polícia Federal e supervisão do Ministério Público Federal.
As negociações sobre a delação ainda não estão concluídas.

