Na manhã desta sexta-feira (18), o Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) divulgou informações sobre a investigação envolvendo pacientes que perderam a visão após procedimentos médicos realizados em um mutirão na cidade de Parelhas. O órgão apura as circunstâncias que levaram 15 pessoas a serem contaminadas por uma bactéria durante as cirurgias oftalmológicas.
A promotora de Justiça Ana Jovina de Oliveira Ferreira destacou que já foram realizadas coletas e testes de swab, revelando que “houve uma falha na higienização e esterilização no ambiente”. Ela ressaltou que ainda não se sabe qual instrumento estava infectado e se houve falha humana, mas as evidências indicam que a higienização foi inadequada.
A promotora Ana Jovina enfatizou a necessidade de examinar a relação entre o mutirão e o período eleitoral, dado que as cirurgias ocorreram nos dias 27 e 28 de setembro, apenas 10 dias antes das eleições municipais, realizadas em 6 de outubro.
O “Ponto de vista eleitoral será averiguado”, afirmou Jovina, destacando a importância de esclarecer se houve alguma irregularidade associada à realização do mutirão.
O MPRN também ressaltou que não há possibilidade de surgirem novos casos de infecção, esclarecendo que “quem não foi infectado no dia não terá o surgimento dessa infecção agora”, finalizou a promotora. A investigação visa garantir a responsabilidade dos envolvidos e a proteção dos direitos dos pacientes afetados.

