A coordenadora de Trabalho e Rendimento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Adriana Beringuyna, avaliou na terça-feira (31), que a atualização da amostra da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), com os dados revelados pelo Censo Demográfico 2022, pode levar a alterações nos dados do mercado de trabalho.
As proporções populacionais por idade e sexo, além de sua distribuição geográfica, são levadas em consideração na calibragem da amostra contínua, especialmente no que diz respeito aos pesos dos grupos populacionais. A amostra atual da Pnad, tem como base dados das projeções populacionais feitas pelo IBGE. Com os novos dados divulgados agora pelo Censo Demográfico 2022, o IBGE fará uma revisão de toda a série histórica, iniciada em 2012.
“Essa questão da reponderação, de modo geral os porcentuais das taxas, de fato, não tendem muito a mudar por uma atualização da estrutura etária e sexo. Embora a Pnad Contínua hoje não leve em consideração apenas o sexo, mas a estrutura etária também, de modo geral não se espera grandes alterações na taxa. Agora, com relação aos contingentes, não tem como garantir se haverá ou não grandes mudanças desses valores”, avaliou Adriana.
O processo de reponderação deve ser feito apenas no ano que vem, indicou na última sexta-feira, 27, Cimar Azeredo, diretor de Pesquisas do IBGE. “Esse é um processo que não é imediato. A gente tem que ter as projeções (populacionais) para aí posteriormente, sim, incorporá-las à série, até porque a gente revisa tudo para trás”, confirmou Adriana Beringuy.
Com informações do Estadão

