Um homem vestido de Batman apareceu em uma reunião do conselho municipal na Califórnia, exigindo que as autoridades locais não fornecessem apoio ao ICE (Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos).
Falando de maneira rápida e furiosa, ele acusou os membros do conselho de omissão, usando linguagem obscena para denunciar o que chamou de covardia e inação que colocam vidas em risco. Ele elogiou um vereador em particular.
“Vocês precisam afirmar que nenhum recurso da cidade será destinado ao ICE, que nenhuma cooperação será dada a eles… façam alguma coisa”, disse o homem durante a reunião, que ocorreu na terça-feira (27).
Entenda a onda de protestos nos EUA
Os protestos contra o ICE (Polícia Migratória dos EUA) na cidade de Minneapolis, no estado de Minnesota, começaram após Renee Nicole Good, cidadã americana de 37 anos, ter sido morta a tiros.
Ela estava em seu veículo quando agentes do ICE realizavam operações de imigração. Ao ser confrontada por um dos agentes, Renee acelerou o carro e foi atingida por um tiro disparado por Jonathan Ross, que tem 10 anos de experiência como oficial de deportação.
A ação desencadeou revolta na população, que tomou as ruas em manifestações contra os agentes federais do ICE. Pouco tempo depois, mais dois casos inflamaram ainda mais as manifestações: um imigrante venezuelano foi baleado na perna e uma criança de cinco anos foi detida.
O último caso mais grave envolvendo agentes do ICE em Minneapolis foi o de Alex Pretti, um enfermeiro americano de 37 anos morto a tiros enquanto era imobilizado no chão.
Segundo o Departamento de Segurança Interna dos EUA, Pretti estava armado, e os agentes atiraram em “legítima defesa”. O presidente Donald Trump lamentou o caso, mas afirmou que o enfermeiro não deveria estar com uma arma.
Tanto as mortes quanto as declarações de Trump e de outros integrantes do governo foram criticadas por autoridades de Minnesota. O prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, afirmou que o aumento drástico no número de agentes federais de imigração na cidade não está tornando a região mais segura.
Após conversar com o presidente, Frey afirmou que o republicano concordou com a redução no número de agentes. Trump, por sua vez, pontuou que vai “desescalar” a situação na área.
*Com informações de CNN

