A jornalista Helga Oliveira, uma das principais referências da comunicação esportiva no Rio Grande do Norte, morreu nesta quinta-feira (25), aos 51 anos. A informação foi confirmada por familiares e colegas de profissão. Helga estava em tratamento contra uma leucemia diagnosticada há cerca de cinco anos e permaneceu internada nas últimas semanas após uma piora em seu quadro clínico.
A jornalista apresentou um quadro de gripe no início deste mês, que evoluiu para uma pneumonia agressiva. A complicação agravou seu estado de saúde e exigiu internação hospitalar. Até a publicação desta matéria, não haviam sido divulgadas informações sobre o velório e o sepultamento.
Reconhecida como uma das pioneiras da cobertura esportiva no estado, Helga Oliveira construiu uma trajetória marcada pela competência, profissionalismo e pela quebra de barreiras em um ambiente historicamente dominado por homens. Sua atuação ajudou a ampliar a presença feminina no jornalismo esportivo potiguar, especialmente na televisão, tornando-se inspiração para diversas profissionais que hoje atuam na cobertura dos principais clubes do estado, como ABC e América, além de competições regionais e nacionais.
Ao longo da carreira, Helga consolidou seu nome como uma das vozes mais respeitadas da imprensa do Rio Grande do Norte. Sua contribuição para a crônica esportiva potiguar é frequentemente lembrada por colegas e entidades ligadas à comunicação e ao esporte.
Nos últimos anos, a jornalista também passou a dedicar parte de sua atuação pública a causas sociais e projetos pessoais. Ela ganhou reconhecimento pelo trabalho de conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA), por meio do projeto “Papo Interior”, e pela produção de conteúdo voltado à cultura e dramaturgia turca, através da página “Turquia em Cena”.
A notícia da morte de Helga Oliveira provocou forte comoção entre jornalistas, esportistas, dirigentes e admiradores de seu trabalho. Nas redes sociais, diversas homenagens destacaram sua coragem diante da doença, sua dedicação à profissão e o papel fundamental que desempenhou na abertura de espaços para as mulheres no jornalismo esportivo do Rio Grande do Norte.
Nota de pesar
Em nota, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Norte (Sindjorn) lamentou a morte da jornalista e destacou sua contribuição histórica para a profissão.
“Helga construiu uma trajetória marcada pelo profissionalismo, competência e coragem, abrindo caminhos para muitas mulheres em uma área historicamente ocupada por homens. Seu trabalho deixou uma contribuição importante para o jornalismo potiguar”, afirmou a entidade.
O sindicato também ressaltou a atuação da jornalista na conscientização sobre o autismo e na defesa da inclusão. “Além de sua atuação profissional, Helga transformou sua experiência como mãe em uma causa de conscientização e inclusão, tornando-se referência na defesa das pessoas com Transtorno do Espectro Autista e na promoção do diagnóstico precoce”, destacou a nota.
O Sindjorn manifestou solidariedade aos familiares, amigos e colegas de profissão, desejando força e conforto neste momento de luto, e ressaltou que a memória de Helga permanecerá viva por meio de seu legado profissional e de sua contribuição à sociedade.

