No primeiro semestre de 2025, o presidente Trump anunciou a imposição de tarifas contra vários países, como China, México e Canadá. O Brasil também foi afetado, com uma tarifa adicional de 40% sobre os produtos nacionais. O pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) disse que pediu ao mandatário norte-americano, Donald Trump, que não taxasse as empresas brasileiras. A declaração foi feita nesta terça-feira (2) em entrevista à rádio Itatiaia.
“Eu pedi expressamente ‘não taxem as empresas brasileiras’. Em 2027 vocês vão ter um governo que vai colaborar com vocês. Vamos incentivar o nosso agro, o pix, o etanol. Podemos sentar de igual pra igual”, destacou o senador.
Flávio se encontrou com Trump na Casa Branca, em Washington, na última semana. Dias após o encontro, os Estados Unidos classificaram as facções PCC (Primeiro Comando da Capital) e Comando Vermelho como organizações terroristas. Segundo o senador, esse foi um de seus pedidos durante a conversa entre os dois.
Apesar de seu pedido para que a Casa Branca não taxasse as empresas brasileiras, o USTR (Representante Comercial dos Estados Unidos) propôs, em documento divulgado na segunda (1°), a imposição de tarifas de 25% sobre todas as importações do país. A exceção cabe a mercadorias que se enquadram como “sujeitas às tarifas de segurança nacional”.
A imposição das tarifas ainda não é definitiva e cabe a Trump a decisão final.
Caso se concretize, essa não será a primeira vez que os EUA impõem tarifas sobre os produtos brasileiros. No primeiro semestre de 2025, Trump anunciou a tarifas contra vários países, como China, México e Canadá. O Brasil também foi afetado, com uma tarifa adicional de 40% sobre os produtos nacionais.
À época, o republicano se baseou em uma lei da década de 1970: a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional. O dispositivo permite com que um presidente regule a importação durante emergências.
Em novembro, Trump zerou algumas das taxas impostas sobre produtos brasileiros, como carne e café. A decisão se deu depois de o republicano se encontrar e conversar, em mais uma ocasião, com o presidente Lula.
*Com informações de CNN

