O debate sobre o fim da escala de trabalho 6×1 ganhou espaço no Senado Federal e avançou para uma nova etapa de tramitação. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que altera as regras da jornada de trabalho deve ser analisada pelo Plenário da Casa após discussões envolvendo representantes de trabalhadores, parlamentares e setores produtivos.
O modelo 6×1, em que o trabalhador atua durante seis dias consecutivos e tem apenas um dia de descanso, é o principal ponto da proposta. A mudança busca reduzir a jornada semanal de trabalho e ampliar o período de descanso sem redução salarial.
Durante os debates realizados no Senado, parlamentares apresentaram argumentos favoráveis e contrários à alteração. Defensores da PEC afirmam que uma jornada menor pode melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores, reduzir problemas relacionados à saúde ocupacional e ampliar o tempo destinado à convivência familiar e ao lazer.
Já os críticos da proposta alertam para possíveis impactos sobre empresas, principalmente micro e pequenos negócios dos setores de comércio e serviços. A preocupação é que uma mudança sem período de adaptação possa elevar custos operacionais e afetar a geração de empregos formais.
A proposta prevê uma alteração na Constituição Federal e, por isso, precisa ser aprovada em dois turnos no Senado e na Câmara dos Deputados, com apoio mínimo de três quintos dos parlamentares em cada Casa.
No Senado, a aprovação exige o voto favorável de pelo menos 49 dos 81 senadores. Caso avance, o texto seguirá para análise da Câmara dos Deputados, onde também precisará passar por duas votações antes de eventual promulgação.
O tema ganhou força nos últimos meses após mobilizações de trabalhadores e entidades sindicais que defendem mudanças no atual modelo de jornada. Ao mesmo tempo, entidades empresariais defendem que qualquer alteração seja feita de forma gradual e considerando as diferenças entre os setores da economia.

