Cresceu 266% o patrimônio do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e de sua esposa e a advogada Viviane Barci de Moraes, desde que o ex-presidente Michel Temer (MDB) o nomeou para integrar a cúpula da Justiça do Brasil, em março 2017. Segundo levantamento do jornal Estadão, o casal comprou à vista R$ 23,4 milhões em imóveis em Brasília e em São Paulo, nos últimos 5 anos. E atingiu um patrimônio com 17 imóveis, avaliados em R$ 31,5 milhões.
Segundo o jornal paulista apurou junto a contratos registrados em cartórios de São Paulo, Minas Gerais e Distrito Federal, o patrimônio triplicou, desde quando o casal possuía 12 imóveis avaliados em R$ 8,6 milhões, antes de Moraes ingressar no Supremo e ampliar em 39% seu salário de cerca de R$ 33 mil para os atuais R$ 46 mil.
Os valores apurados pelo Estadão dizem respeito a preços nominais pagos pelo casal por casas, terrenos, apartamentos e salas comerciais. E somam R$ 34,8 milhões na aquisição de 27 imóveis nos últimos 29 anos, quando somados com parte do que já foi vendido pelo casal.
Pelo menos desde 1991, quando se tornou promotor de Justiça de São Paulo, Moraes recebe salários bem acima da média do trabalhador comum, com rendimentos perto do teto constitucional do serviço público.
Após 2002, Alexandre de Moraes passou a atuar na advocacia privada, tendo clientes como o ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha, e o então senador Aécio Neves. E se tornou secretário estadual de Justiça de São Paulo, secretário municipal de Tansportes da capital paulista, e secretário estadual de Segurança Pública, antes de sua passagem pelo Ministério da Justiça de Temer.
Já sua esposa Viviane, multiplicou de 27 para 152 as ações sob sua responsabilidade nos tribunais superiores, desde que Moraes se tornou ministro do STF. Segundo o jornal paulista, ela ainda é sócia-administrativa do escritório jurídico Barci de Moraes Advogados, que firmou o polêmico contrato de R$ 129 milhões para defender o Banco Master, com prazo de 36 meses, tendo como sócios os filhos do ministro, Alexandre e Giuliana.
Com informações do Diário do Poder

