O governo dos Estados Unidos anunciou nesta sexta-feira (20) um novo pacote de sanções contra uma rede internacional acusada de financiar o Hezbollah, organização classificada por Washington como terrorista. As informações são do Diário do Poder.
A medida atinge diretamente operadores financeiros e empresas ligadas ao grupo, ampliando a pressão econômica sobre suas atividades globais.
De acordo com o Departamento do Tesouro americano, a estrutura sancionada envolve ao menos 16 pessoas e companhias associadas ao operador Alaa Hassan Hamieh.
Essa rede atuava por meio de empresas distribuídas em países como Líbano, Síria, Polônia, Eslovênia, Catar e Canadá, evidenciando o alcance internacional do sistema de financiamento do grupo.
As autoridades afirmam que o esquema movimentou mais de US$100 milhões desde 2020.
Os recursos teriam origem em práticas como lavagem de dinheiro e desvio de fundos, utilizados para sustentar as operações do Hezbollah em diferentes regiões.
Com as sanções, todos os bens dos envolvidos sob jurisdição dos Estados Unidos passam a ser bloqueados.
Além disso, cidadãos e empresas americanas ficam proibidos de realizar qualquer tipo de transação com os alvos listados, o que, na prática, isola financeiramente os integrantes da rede.
O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou que a ação tem como objetivo atingir “atores-chave” responsáveis por manter a engrenagem financeira do grupo.
A estratégia faz parte de uma política mais ampla de enfraquecimento das estruturas que sustentam organizações classificadas como terroristas pelo governo americano.
A ofensiva ocorre em meio à escalada de tensões no Oriente Médio.
No mesmo dia, ataques atribuídos ao Hezbollah e ao Irã atingiram áreas de Israel, incluindo o uso de armamentos como bombas de fragmentação.
Pelo menos duas pessoas ficaram feridas após um dos ataques atingir uma residência na região central do país.
A nova rodada de sanções reforça a estratégia de Washington de utilizar instrumentos econômicos para conter a atuação internacional do Hezbollah, mirando especialmente suas redes de financiamento e apoio logístico fora do Oriente Médio.

