O depoimento do senador potiguar Rogério Marinho (PL) encerrou as audiências do Supremo Tribunal Federal (STF) no âmbito da ação penal que apura tentativa de golpe de Estado, presididas pelo ministro Alexandre de Moraes. Ao ser ouvido na tarde desta sexta-feira (2), o parlamentar afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não sinalizou a intenção de uma ruptura institucional após as eleições de 2022.
“De maneira nenhuma Bolsonaro sinalizou a intenção de uma ruptura, golpe”, disse Marinho, que falou na condição de testemunha das defesas de Bolsonaro e do ex-ministro Walter Braga Netto.
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Perguntado sobre ter havido qualquer tipo de participação do ex-chefe do Executivo federal nos atos golpistas de 8 de janeiro, Rogério Marinho disse que viu uma “preocupação do presidente de que não houvesse excessos” e uma civilidade da transição. “Estávamos chateados e não esperávamos a derrota. É natural e não é fácil uma derrota na circunstância que ocorreu”, pontuou.
Ele ainda negou que Braga Netto tenha o procurado para conversar sobre ruptura institucional e que as reuniões que os dois tiveram serviram para tratar sobre organização partidária. “Não teve diálogo por parte do Braga Netto sobre ruptura, ele não me colocou nessa situação. Havia uma preocupação com o PL, organização partidária”.
Concluído o depoimento de Marinho, o relator, Alexandre de Moraes, anunciou que os interrogatórios dos réus do primeiro núcleo da trama — do qual Bolsonaro, Braga Netto e mais seis pessoas fazem parte — terão início na próxima segunda (9). O primeiro a ser ouvido será o tenente-coronel Mauro Cid.
Quando os interrogatórios forem finalizados, o ministro Alexandre de Moraes abrirá novamente um prazo para que acusação e defesas se posicionem no processo, para as chamadas alegações finais. Depois, a Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentará seus argumentos finais, seguida pelo ex-ajudante de ordens e pelas defesas dos réus.
*Com informações do Metrópoles e d’O Globo

